Aprovada pela maioria dos motoristas e pedestres, a mudança feita pela Prefeitura no cruzamento das ruas Souza Naves, Minas Gerais, Santa Catarina, Alameda Manoel Ribas e Avenida Celso Garcia Cid não foi bem recebida pela comerciante Marileusa Martins. Dona de um estabelecimento comercial localizado na Celso Garcia Cid, ela reclama que, por conta das mudanças, ficou sem o espaço para carga e descarga de mercadorias, sem o estacionamento para motos e também os espaços utilizados pelos clientes.
‘‘Antes das mudanças podíamos estacionar dos dois lados da rua. Agora, como está tudo proibido, temos que guardar a moto dentro da loja.’’ Segundo a comerciante, desde que foi proibido o estacionamento de veículos nas ruas próximas à loja, houve uma queda no movimento. ‘‘Os clientes que passam por aqui e não podem parar os carros vão comprar em outro lugar.’’ Marileusa disse que pretende, junto com outros comerciantes prejudicados, cobrar uma medida da Prefeitura.
O diretor operacional do Ippul, Juan Monastério, explicou que, como as ruas têm sete metros de largura, não seria possível deixar espaço de estacionamento nos quarteirões próximos da rotatória. ‘‘Os carros teriam que formar uma fila indiana e haveria dificuldade para fluidez dos carros.’’ Segundo ele, os comerciantes das áreas que perderam estacionamento terão que buscar soluções.
Quanto à questão da carga e descarga de mercadorias, Monastério disse que foi criado um espaço para esse fim do lado direito da via, quase na esquina da Celso Garcia com a Mato Grosso, para atender os comerciantes do local.
A construção da rotatória faz parte da primeira parte do projeto ‘‘Vai e Vem’’, que prevê a redistribuição do tráfego, buscando maior fluidez do trânsito.
(Luka Morais)

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