Valdecir Pieretto, comerciante de Itaúba (MT), também prestou depoimento ontem. Ele adotou uma das crianças que hoje está com três meses de idade. Pieretto conta que chegou até a mãe biológica da criança através da irmã Anilse Terezinha Bianchini, mas diz que não foi ela quem lhe entregou o bebê.
Ele revelou que recebeu a criança adotada ilegalmente no albergue noturno, residência da irmã Anilse em Guarapuava.
O comerciante, que já tem uma filha adotiva de nove anos, conta que apelou para a ilegalidade depois de passar três anos na fila de espera da Vara da Infância e Juventude aguardando uma chance legal. ‘‘Para regularizar o processo da minha filha mais velha, a Justiça levou mais de dois anos. Isso me deixou indignado’’, desabafou.
Ele conta ainda que a menina mais velha teve leucemia e até hoje está em tratamento. ‘‘Já dei provas de que adoto por amor. Em momento algum abandonei minha filha, mesmo na doença’’, argumenta. (D.A.)

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