O comerciante Claudiomiro Menegazzo, 24 anos, trocou tiros e prendeu dois assaltantes ontem à tarde, no bairro São Cristovão, em Piraquara. Os irmãos Luiz Antonio Rodrigues, 24 anos, e R.R., 16 anos, haviam assaltado o supermercado que pertence ao pais de Menegazzo. Apesar de terminar o dia sendo tratado como herói na 6ª Delegacia Regional, de Piraquara, o comerciante temia vingança por parte dos assaltantes, caso eles venham a ser soltos.
O crime aconteceu por volta de 12h20. Ao saber do assalto, cerca de cinco minutos depois de ocorrido, Menegazzo disse ter pego um revólver calibre 38, entrado numa Kombi, que serve para fazer entregas de mercadorias, e saído à procura dos acusados. Na ação, foi incentivado pela mãe, Nair Cerino, 45 anos, que estava no caixa do supermercado e havia ficado sob a mira do revólver dos assaltantes. ‘‘Queria que ele trouxesse os dois mortos e não tive medo que fosse ferido’’, disse ela.
Pouco tempo depois de sair de casa, Menegazzo afirma ter encontrado os irmãos em um trilho de trem, que atravessa o bairro. Conforme ele, houve troca de tiros. O comerciante afirma ter disparado quatro projéteis. Luiz Rodrigues, que estava armado com um revólver 22, teria feito seis disparos. O menor tinha nas mãos uma arma de brinquedo.
Segundo Menegazzo, sem munição, os irmãos se enconderam num matagal. O comerciante teria, então, voltado até sua casa, na qual trocou de roupa e chamou alguns amigos para ajudá-lo a cercar o matagal. Depois, teria entrado armado no mato fingindo não saber o que tinha se passado. Sem ser reconhecido, Menegazzo afirma ter chegado a poucos metros dos irmãos. Neste instante, teria sacado da arma e, com o telefone celular, chamado a polícia, que efetuou as prisões.
‘‘Ele agiu sob forte emoção, ao saber que a mãe tinha ficado sob a mira de uma arma’’, disse o delegado José Carlos de Oliveira, titular da delegacia. Segundo o delegado, os irmãos Rodrigues não possuem antecedentes criminais. O maior deve ficar preso em Piraquara, conforme Oliveira, enquanto o menor será transferido ao Educandário São Francisco. Luiz Antonio, que disse ter trabalhado como servente de pedreiro até semana passada e ter uma filha de dois anos, pode pegar entre seis e dez anos de prisão. Segundo ele, este foi seu primeiro assalto, que havia resultado em R$ 270,00.
Apesar da troca de tiros e de não saber que o menor portava uma arma de brinquedo, Menegazzo afirma que não teve medo. ‘‘Eu só queria ver eles caírem’’, disse.

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