A comerciante Telma Jane de Souza também enfrentou problema semelhante. Ela conta que, em dezembro do ano passado, uma funcionária da secretaria do HEL tentou cobrar dela R$ 4.000,00 pelo tratamento de sua avó, Itália Primom Boyer, de 82 anos, que havia sofrido enfarte. ‘‘Levei minha avó para o hospital e quando esperávamos numa sala quente e mal ventilada, ela teve infarto e foi levada para atendimento. Enquanto isto, iniciei a negociação com a secretária. Expliquei que ela tinha plano de saúde do Mato Grosso do Sul’’, contou Telma. ‘‘Depois do contato telefônico feito, a secretária argumentou que o plano de saúde não cobria o tipo de atendimento que ela estava tendo, que custaria R$ 4 mil.’’
A comerciante lembra que então disse que exigia o atendimento gratuito pelo SUS. ‘‘Eu bati o pé e disse que não sairia de lá e não tiraria minha avó do hospital enquanto ela não fosse atendida’’, ressalta. Segundo Telma de Souza, foi após esta reação que a secretária baixou o preço cobrado para R$ 2.000,00. A negociação durou os três dias em que Itália Boyer permaneceu internada; tendo sido submetida a cateterismo e recebido alta completamente recuperada.
‘‘A secretária ainda teve a capacidade de sugerir que eu, porque estava com um telefone celular, deveria assumir o pagamento pelo tratamento da minha avó. Foi aí que fiquei ainda mais revoltada. Disse que o tratamento gratuito pelo SUS é um direito garantido para todos e que procuraria o Procon para denunciar esta ilegalidade’’, afirma Telma de Souza.
Segundo ela, foi só após a ameaça da denúncia que a secretária do HE mudou o rumo da negociação. ‘‘Ela ainda tentou ficar com um cheque meu como caução. Disse que voltaria outro dia para acertar a conta, desde que o preço fosse razoável. Daí, enviaram o bloqueto bancário em casa, com o valor de R$ 84,00. Fui ao banco e paguei. Era um preço justo.’’

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