Comerciante acusa banco de cobrar juro ilegal
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quinta-feira, 10 de julho de 1997
Luciane Tonon Cornélio Procópio 
O comerciante Luiz Carlos Toledo, de Joaquim Távora (53 quilômetros ao sul de Jacarezinho), denunciou a agência do Banco do Brasil por crime contra o consumidor. Ele acusa a agência de cobrar juro ilegal em compensação de cheque e de não receber duplicata em moedas. Ontem o gerente, João Batista, foi intimado para prestar depoimento.
O filho do comerciante, Alyson Luiz de Oliveira Toledo, foi ao banco pagar duas duplicatas no valor de R$ 898,94 em favor da empresa Ponto Frio Utilidades, de São Paulo. O atendente informou que se o pagamento fosse feito em cheque, ele teria que pagar juros de dois dias pela demora da compensação, contou o comerciante. Toledo disse que tinha autorização da empresa credora para pagar em cheques. Mas o caixa disse que cumpria ordens da gerência.
Indignado com a conduta do atendente, Toledo mandou parte do pagamento em moedas de diversos valores, no total de R$ 585,00, e o restante em cédulas de papel. Assim que meu filho voltou ao caixa, a pessoa não quis receber as moedas porque tinha ordens de receber no máximo cem moedas por cliente e não poderia contá-las antes do término do expediente. Foi aí que denunciamos para polícia, relatou Toledo.
O gerente da agência, João Batista contesta as acusações dizendo que a ordem para recibo de duplicatas em cheque é que o recibo seja liberado dois dias depois e não que seja cobrado juros de dois dias, explicou. Batista afirmou que o caixa apenas disse ao cliente que naquele momento não poderia contar as moedas, que acabaram sendo recebidas.


