Comer bem na terceira idade
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de janeiro de 2012
Micaela Orikasa <br> Reportagem local 
Em geral, a população londrinense está se alimentando melhor. Essa observação feita pela nutricionista funcional Silvia Regina Serra é um reflexo da experiência do dia a dia no consultório. Ela tem observado que nos últimos anos as pessoas têm dado mais importância à alimentação, principalmente o público acima de 60 anos, que está cada vez mais preocupado em garantir um envelhecimento com qualidade de vida. ''A mídia tem ajudado muito nesse processo. As pessoas têm procurado mais os nutricionistas para esclarecer algo que foi publicado em revistas, jornais e televisão'', comenta.
De acordo com Silvia, a maioria dos pacientes idosos procura a orientação nutricional porque também quer reduzir, através do cardápio diário, os medicamentos para hipertensão, colesterol alto e diabetes. ''Para esses casos, a nutrição clínica funcional é interessante porque eu vou descobrir a deficiência de nutrientes nas células do indivíduo e alimentá-las conforme a necessidade de cada um'', explica.
No dia a dia, para os idosos que não têm nenhuma patologia, a nutricionista faz algumas recomendações. Ela ressalta que é importante comer de quatro a cinco frutas ao dia e se alimentar de arroz, feijão, verduras e legumes. ''É muito comum as pessoas tomarem líquido com a refeição, mas isso não faz bem porque a bebida diminui o ácido do estômago'', diz.
Dormir bem à noite e fazer refeições em locais tranquilos e sem pressa também são pontos fundamentais, além daquelas dicas já conhecidas por todos, como evitar o sal, o açúcar, alimentos gordurosos, embutidos e com conservantes.
Um fator a ser considerado, segundo Silvia, é que em pacientes a partir dos 60 anos a vontade de comer diminui por uma questão fisiológica. ''O próprio organismo começa a trabalhar mais lentamente e, nesses casos, um profissional poderá indicar um trabalho suplementar de vitaminas do complexo B, que são responsáveis pela digestão, absorção dos nutrientes e também pelo sistema nervoso'', afirma.
Os cuidadores de idosos ou os próprios familiares também devem estimular a alimentação, preparando alimentos mais pastosos, como um purê, uma papinha de fruta, uma sopa com carne desfiada magra, entre outros.
Um erro muito comum apontado pela nutricionista é substituir o jantar por um lanche. Ela explica que as células precisam de no mínimo 40 nutrientes para sobreviver e essa quantidade só será encontrada no prato de comida à base de arroz, feijão, legumes e carnes. ''É claro que o jantar deve ser consumido em menor quantidade. Mas é importante comer comida, pois nós somos feitos para que o alimento se transforme em nutrientes para dar função ao nosso organismo'', salienta.


