Marcelo AlmeidaDiversãoCrianças experimentam o futebol de sabão, novidade trazida de São Paulo para o aniversário de CuritibaBicicletas para todos os gostos e idades numa das homenagens aos 305 anos de Curitiba. O 3º Passeio Ciclístico Mercadorama, que reuniu cerca de 12 mil pessoas, conforme a organização, modificou o cenário do Parque Barigui, local da chegada dos ciclistas. Ao invés da calmaria própria para as caminhadas de final de semana, um barulho ensurdecedor do carro de som e trânsito infernal de ciclistas.
O evento, promovido pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, tornou-se um espaço ilimitado para a excentricidade de cidadãos como o empresário José Antonio de Moraes, 39 anos. A bicicleta com a qual Moraes percorreu os oito quilômetros do passeio, entre a Loja Mercadorama da Avenida Silva Jardim e o Parque Barigui, era um espetáculo à parte. Tinha água, luz, telefone e uma infinidade de outros enfeites nada convencionais. Fazia por merecer o apelido de geringonça, dado pelo próprio dono, e o prêmio de bicicleta melhor estilizada.
Outros que entraram na roda das exceções, apontados pela organização do passeio ciclístico, foram os ciclistas João Zamarian, com a ‘‘bike’’ mais antiga, de 1934; o aposentado José Kodak, 70 anos, o mais velho dos participantes; e o adolescente Rodrigo Huppez, 16 anos, que levou o título de originalidade.
Durante a concentração no Parque Barigui, que teve a presença do prefeito Cassio Taniguchi, foram distribuídos brindes, bicicletas e camisetas.

Marcelo AlmeidaPasseio: 12 mil ciclistasAs comemorações do aniversário da cidade também alegraram a garotada que passou pela Rua XV de Novembro, no centro. No local, a prefeitura montou uma série de brincadeiras, desde cama elástica, perna-de-pau e escalada esportiva até o futebol de sabão, novidade trazida de São Paulo que conquistou as crianças curitibanas.
Praticado em uma quadra de plástico inflável, o futebol de sabão tem uma diferença crucial em relação à maior paixão nacional: o gol é detalhe que não tem a mínima importância. ‘‘O que vale é a diversão, os tombos’’, disse a estudante Francieli Petrochinski, 11 anos, uma das praticantes do jogo. Como um aval à afirmação da colega, o estudante Felipe Josepe Slobodian, sete anos, entrou em quadra com gesso no braço direito, que ele quebrou ao cair de uma árvore. Fã do craque Ronaldinho, dos clubes Corinthians e Paraná, o menino não tinha o menor medo de voltar a fraturar o braço por causa da brincadeira.
A diretora de Lazer da Secretaria de Esporte e Lazer, Lenita Sicupira, calculava em cerca de 40 mil o número de pessoas a participar das brincadeiras. Incluídos na estimativa estão os pais, irmãos e amigos das crianças, caso do servidor público federal Pedro Geraldo da Silva Júnior, 36 anos, que observava o filho Jonatas, três anos, empenhado em construir uma casa de brinquedo com as peças coloridas dos jogos educativos.

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