Hoje é um dia de múltiplas comemorações. É data consagrada à Nossa Senhora Aparecida, feriado religioso nacional. É também o dia da descoberta da América. Muita gente nem sequer pensa nisto, mas é válido rememorar a odisséia de Cristovão Colombo, o homem que teve a coragem de enfrentar o desconhecido, chegando à América. O fato de que ele esperava chegar às Índias é até secundário. Foi um erro de cálculo. Colombo não podia imaginar que a Terra fosse tão vasta, embora acreditasse, contrariando os seus contemporâneos, que o planeta fosse redondo. Estava certo na crença, não achou as Índias mas encontrou um novo mundo.
Finalmente, é o Dia das Crianças. Muita festa por toda parte, brinquedos para as crianças, promoções as mais variadas e uma preocupação válida com a questão da infância. A esperar que tudo o que se fará hoje não se esgote agora e que a situação das crianças e adolescentes, no Brasil, continue a ser alvo da atenção de todos, com medidas concretas para mudar a trágica realidade atual para boa parte delas.
Estacionamento pago
Uma leitora procurou a Praça para manifestar sua estranheza pelo fato de, agora, o estacionamento que serve ao Hospital Infantil ser pago. Ela narra que, há alguns dias, precisou levar, de emergência, o filho ao hospital. Era à noite e a primeira surpresa foi perceber que não podia mais entrar no estacionamento pela rua Pernambuco. Fez o contorno, entrou pela JK. E ficou sabendo, então, que teria de pagar pelo estacionamento, o que aliás ocorreu. ''Felizmente ela conta ficamos pouco tempo e eu tinha dinheiro para pagar o estacionamento''. Mas a leitora pergunta sobre a situação dos outros, lembrando que, quando uma criança fica doente, os pais ou responsáveis precisam correr. Por vezes, mesmo quem é paciente do SUS, acaba usando carro. E daí tem que pagar.
Por mais que se entenda que o estacionamento é terceirizado, é justa a reclamação da leitora, até porque se trata de um hospital e, mais ainda, um estabelecimento que atende crianças! Neste Dia das Crianças seria oportuna uma reavaliação dos responsáveis pelo hospital em relação à questão.
Lugar perigoso
Nas noites de quinta, sexta e sábado, quem passa pela Higienópolis e entra na rua Bento Munhoz da Rocha Neto (logo depois do Igapó) enfrenta uma situação perigosa, conforme assinalou uma leitora. Há bares funcionando por lá e o movimento de carros é intenso. Os ''guardadores de carros'' permitem o estacionamento em qualquer lugar, inclusive sobre a ponte, o que é ilegal. E quem quer que tenha de entrar na Bento Munhoz corre perigo, ainda mais porque a rua tem mão dupla: quer dizer, vem carro de todo lado. É o caso de exigir policiamento de trânsito por ali, antes que aconteça algum acidente de grandes proporções.

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