Começam os trabalhos na Boiadeira
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de julho de 1998
Sid Sauer 
A empreiteira CBEMI, uma das três responsáveis pelo retorno das obras de pavimentação da Estrada Boiadeira (BR-487), entre Campo Mourão e Cruzeiro do Oeste, já está realizando o serviço de demarcação para iniciar, em agosto, a terraplenagem da rodovia. O trabalho foi iniciado a partir de Campo Mourão, onde já estão prontos 20 quilômetros de asfalto. A empreiteira vai asfaltar mais 12 quilômetros, construir terceiras faixas no trecho já pavimentado e vias marginais na saída de Campo Mourão e nos patrimônios de São Geraldo e Nova Brasília.
A expectativa é que as outras duas empreiteiras também iniciem seus trabalhos dentro de 30 dias. Em Campo Mourão, a pavimentação da Boiadeira é reivindicada desde a década de 1950.
O sonho até que começou a ser realizado em 1986, quando as obras foram iniciadas, mas os trabalhos seguiram lentos e acabaram se transformando em pesadelo em 1990, quando o trabalho parou em definitivo. Em 1994 ainda houve uma ameaça do asfalto ser retomado, mas uma batalha judicial entre empreiteiras e governo impediu o reinício das obras.
Com a paralisação dos serviços, há oito anos, o trabalho de terraplenagem que já estava pronto em boa parte do trecho foi perdido. Desta vez, a esperança está no orçamento da União, que prevê para este ano uma dotação de R$ 9,4 milhões para a estrada, sendo que R$ 5,4 milhões já foram empenhados. No total, a obra está orçada em R$ 30,7 milhões, faltando pavimentar 53 quilômetros.
A previsão é que tudo esteja asfaltado até dezembro do ano que vem. Com o asfalto, a Boiadeira encurta a distância entre o Mato Grosso do Sul e o Porto de Paranaguá.
No início do ano o projeto de pavimentação da Boiadeira foi readequado, passando a rodovia da classe 2 para a classe 1. Com isso, a pista passou de 7 metros para 7,20 metros de largura e o acostamento de 1,5 metro para 2,5 metros de largura.
Também foram melhorados o grau de visibilidade e o traçado das curvas da Boiadeira. Na área de Campo Mourão, a novidade será a construção de vias marginais com 900 metros de extensão na região da Vila Cândida, o que vai evitar que os moradores tenham que transitar pela nova rodovia.


