A Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam) começou a ouvir ontem os primeiros depoimentos para tentar elucidar o suposto atentado contra a Promotoria de Investigações Criminais (PIC). O suposto atentado ocorreu na madrugada de anteontem. Duas bombas de fabricação caseira explodiram no prédio da PIC. Apenas o vigia Antonio Fernando Bonin Coutinho estava no local, mas não viu nada.
Em depoimento prestado para o delegado-adjunto Guaraci Joarez Abreu, presidente do inquérito, o vigia contou que não ouviu, nem viu nada. Ao contrário dele, o síndico de um prédio que fica próximo ao local, Gustavo Francisco Fanaya, contou que viu de longe o momento em que uma pessoa, provavelmente do sexo masculino, saía em alta velocidade do local. Ele teria sido acordado com o barulho da explosão das bombas, logo depois da meia-noite.
Os depoimentos não ajudaram no esclarecimento do caso. O delegado Guaraci Abreu disse que espera os laudos do Instituto de Criminalística para poder ter uma noção do impacto ocasionado pelas bombas. ‘‘Por enquanto seria muito precipitado da minha parte falar algo, ou vincular este suposto atentado com o crime organizado’’, afirmou ele, admitindo a hipótese de as bombas terem sido produzidas por alguém que esteja sendo investigado pelos promotores da PIC.
Além das duas bombas que explodiram, foi encontrada ainda outra garrafa. Ela estava inteira, com um líquido dentro. ‘‘Com esta garrafa, teremos a real consistência do tipo de líquido inflamável da explosão’’, disse.

mockup