Começam as obras da Prisão Provisória
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de setembro de 1997
Osmani Costa Londrina 
Depois de anos de reivindicações, idas e vindas de informações e desencontros entre as autoridades municipais e estaduais, tiveram início na segunda-feira as obras para construção da Prisão Provisória de Londrina, ao lado da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), no jardim Acapulco (zona sul). A futura prisão, com 930 metros quadrados, terá capacidade para abrigar 144 presos em 24 celas.
As obras, que têm prazo de sete meses para conclusão, estão sendo realizadas pela CCP Construções Civis Ltda, de Maringá, ao custo total de R$ 693.164,95. Os cinco funcionários da CCP, chefiados pelo mestre-de-obras José Serafim, já montaram o alojamento, limparam e terraplenaram o terreno e iniciaram as marcações para um aterramento que será feito nos próximos dias.
Estamos acertando os pequenos detalhes que preparam o espaço para o aumento do ritmo das obras nas semanas seguintes, como aumentando a abertura do portão principal para possibilitar a entrada de caminhões e máquinas, checando medidas, tirando o nível do terreno, comenta José Serafim, que veio de Maringá com mais quatro funcionários da CCP para coordenar a construção. Segundo ele, outros 30 trabalhadores do setor da construção civil de Londrina serão contratados em breve.
A Prisão Provisória, antiga reivindicação das autoridades policiais e políticas da Cidade, abrigará presos já condenados, mas que ainda aguardam resultados de recursos judiciais ou esperam por vaga em penitenciária. Atualmente, centenas destes presos superlotam os distritos da Polícia Civil instalados nas várias regiões urbanas de Londrina. Neles, se tornaram constantes, nos últimos anos, as rebeliões e fugas de presos.
Os recursos para a construção da Prisão Provisória vieram do Fundo Penitenciário Nacional, do Ministério da Justiça (80%), e do Governo do Paraná (20%). Eles foram viabilizados através de negociações da Secretaria de Justiça do Estado, mas a licitação e todo o processo necessário para a construção foram realizados pela Secretaria Estadual de Obras. Os recursos já estavam previstos nos orçamentos Estadual e Federal deste ano, e o início da construção foi adiado durante meses em consequência de recursos e complicações na licitação cujo resultado foi conhecido no dia 27 do mês passado.


