A empresa Hidroplan Hidrogeologia e Planejamento Ambiental, contratada pelo Pool de Combustíveis, começou ontem a perfurar os poços de monitoramento que deverão identificar a origem do vazamento de óleo no Ribeirão Lindóia, zona oeste de Londrina. O vazamento foi detectado há cerca de 20 dias pelos moradores da região. Segundo o geólogo da empresa, Luiz Fernando Miliorini, serão perfurados cerca de 20 poços. Os pontos foram determinados através do estudo geofísico realizado na área nos últimos dez dias.
Miliorini explicou que, com base nos estudos, foi possível delimitar uma ‘‘faixa preferencial’’ de caminho percorrido pelo óleo junto aos veios de água existentes na região.
Ontem o trabalho da empresa foi acompanhado pelo geólogo da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), Everton Luiz Costa Souza, e pela engenheira agrônoma do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Rossana Fowler. Souza destacou que o plano de trabalho do projeto hidrogeológico elaborado pela empresa para essa identificação foi apresentado e aprovado pelos órgãos ambientais do Estado. Ele espera que em 40 dias seja conhecido o responsável pelo vazamento de óleo.
O chefe regional do IAP, Andrew Pinheiro Neto, disse que as medidas de contenção do óleo adotadas desde o início foram eficientes. Segundo ele, o vazamento já está totalmente estancado.
Desde que as denúncias de vazamento chegaram às autoridades ambientais, o carregamento e o descarregamento de óleo diesel no pool, na Petrobrás e na empresa ferroviária América Latina Logística (ALL) foi proibido.
Anteontem, o juiz substituto da 10ª Vara Cível de Londrina, Alberto Júnior Veloso, nomeou a equipe que vai produzir as provas antecipadas de contaminação do Lindóia. São nove peritos, nas áreas de química, biologia, geociências e economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). (Colaborou Chiara Papali)

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