Começa vacinação de hepatite B nas escolas
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quarta-feira, 06 de agosto de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Os alunos de Escola Estadual José de Anchieta, na área central de Londrina, foram os primeiros a receber doses da vacina contra a hepatite B. A campanha começou a ser desenvolvida ontem pela Secretaria Municipal de Saúde, que pretende vacinar cerca de 98 mil jovens e adolescentes até 19 anos, que ainda não foram imunizadas ou não tomaram as três doses da vacina. A campanha, que custará algo em torno de R$ 200 mil, deverá ser desenvolvida em 135 escolas públicas de Londrina, incluindo as da zona rural.
A preocupação da secretaria em levar a vacinação até as escolas deve-se ao fato da reduzida quantidade de menores de 19 anos que já foram imunizados. A situação é mais preocupante na faixa etária entre 15 e 19 anos, cujo índice de cobertura vacinal é de apenas 19%. Na faixa dos 11 aos 14 anos, a cobertura alcança 40%. ''As pessoas nessa idade não dão tanta importância à prevenção'', comentou Sônia Fernandes, gerente de epidemiologia da secretaria.
Os alunos que não portarem a carteira de vacinação não poderão ser imunizados nas escolas. Nesses casos, eles terão que se dirigir até uma Unidade Básica de Saúde (UBS) onde será expedida uma segunda via da carteira. Sônia explica que, através do histórico do adolescente, será possível descobrir se ele já recebeu a vacina. O mesmo acontece com os pais que não autorizarem que seu filho seja imunizado. ''Eles ficarão responsáveis por levar o filho até a UBS, onde a vacina está à disposição o ano todo'', completou.
A hepatite B é uma doença viral caracterizada pela inflamação do fígado e que pode levar à morte. A cada 100 pessoas que adquirem a doença, de 5 a 10 delas tornam-se portadoras crônicas do vírus da hepatite B, algumas vezes ainda sem sintomas, mas transmitindo o vírus para outras pessoas. As principais formas de contaminação são através da transfusão de sangue, relações sexuais sem preservativo e uso compartilhado de seringas e agulhas contaminadas. Os principais sintomas são falta de apetite, coloração amarelada das mucosas e da pele, coceira no corpo, urina escura e fezes claras.
O aluno do 1º ano do ensino médio, Roney dos Santos, 19 anos, aprovou a iniciativa da campanha ser desenvolvida no colégio. Ele disse que não tinha ido a uma UBS tomar as três doses, pois trabalha e não tem tempo. Outro aluno, João Camargo Rocha, 16, considerou mais prático receber a vacina na escola. ''Não sei o que pode acontecer se não tomar a vacina. Mas é melhor prevenir'', observou.


