Começa retirada de material tóxico de Jacarezinho
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Micaela Orikasa<br> Reportagem local 
Jacarezinho - Depois de quase cinco anos de trâmites judiciais, Jacarezinho (Norte Pioneiro) ficará livre dos 14,5 mil tambores de produtos qúimicos (borra, tinta e solventes) de uma empresa desativada em 2005. A remoção dos produtos teve início na quarta-feira e a previsão é que a operação demore cinco meses.
O pedido de retirada do material tóxico foi realizado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e pelo Ministério Público Estadual, que entraram com uma ação pública. A autorização da entrada no prédio e a retirada dos tambores foi concedida em dezembro do ano passado pelo juiz substituto Christian Palharini Martins, que considerou a armazenagem irregular, ''podendo gerar prejuízos irreversíveis ao meio ambiente''.
''Isto serve também para repensarmos a forma de trabalhar. Com esta decisão, que pune a irresponsabilidade ambiental e decide pela sustentabilidade, o exemplo deverá ser seguido nos próximos processos similares'', afirma o diretor de Meio Ambiente de Jacarezinho, Leonardo Costa Santos.
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, são 3,5 mil tambores na fábrica e 11 mil tambores, que se encontram tanto na parte externa quanto interna do depósito, localizado no Jardim América. A retirada do material é realizada semanalmente pela empresa Ambiental, de Curitiba. Todo o material é suficiente para encher 80 carretas. A estimativa do IAP é de que o trabalho seja concluído em cinco meses.
O transporte está sendo realizado em alto vácuo, através de tanques de sucção (bomba acoplada ao caminhão) para que não haja risco de vazamento. Segundo a gerente de negócios da empresa Ambiental, Daniela Cabral, a remoção é um processo delicado, já que em alguns pontos do local há risco de desabamento.
O lixo tóxico está sendo encaminhado ao depósito da empresa Ambiental, localizado no município de Balsa Nova, Região Metropolitana de Curitiba. Lá, o material será reciclado e transformado em energia, como ingrediente de fonte de ignição, substituindo o carvão (vegetal ou natural) na geração da energia do fogo.
De acordo com Rosa Maria Bacon, responsável pelo IAP regional de Jacarezinho, após concluída a retirada dos tambores, será realizada uma análise do solo. ''Faremos uma raspagem nos locais onde houve vazamento para avaliar a necessidade de uma descontaminação. Somente após o recolhimento de todo o material é que será possível diagnosticar as condições do local'', afirma. De acordo com a assessoria da prefeitura, a empresa responsável pelos produtos faliu.


