Começa reforma na cadeia de Foz do Iguaçu Emerson Dias De Foz do Iguaçu Especial para Folha Ney de SouzaRECONSTRUÇÃOObras na galeria B do cadeião, que ainda terá outras cinco alas reformadas a um custo total de R$ 70 mil; 12 operários trabalham em sete celas destruídas durante rebelião A Cadeia Pública de Foz do Iguaçu começou a ser reformada 102 dias depois da rebelião que deixou três presos feridos, um policial morto a tiros e dezenas de celas destruídas. Os 12 operários de empresa Gold Engenharia iniciaram as obras na galeria B, principal ala atingida durante o conflito, e que também foi palco de uma tentativa de fuga na segunda-feira. As sete celas do setor estão recebendo novas instalações hidráulicas, soldas para reforçar as grades, retoques de cimento e concreto nas paredes, reformas no sistema de esgoto e iluminação. ‘‘Antes não havia luz aqui. Agora a área está tão iluminada que os presos são capazes de quebrar as lâmpadas’’, comentou o chefe de carceragem, Carlos Roberto Cantagalli. Todos os 75 presos que estavam na ala foram transferidos para outros dois setores. Serão reformadas todas as 42 celas, divididas em seis galerias, que têm capacidade para 168 detentos, mas contava até ontem com 387. A Secretaria Estadual da Fazenda já liberou R$ 300 mil para a ampliação da cadeia, que aumentará para 270 o número de vagas. A construção terá início logo depois de encerradas as reformas do prédio. Em um terreno ao lado do cadeião deverá ser instalada uma penitenciária com capacidade para 400 presos, acabando de vez com a superlotação. A obra, que ainda não tem data definida para ser iniciada, já foi confirmada pela Secretaria de Justiça e Cidadania e está estimada em R$ 20 milhões.

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