Começa recadastramento de mototaxistas
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sexta-feira, 01 de setembro de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
A chuva e o prazo longo fizeram com que poucos mototaxistas procurassem ontem a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) para participar do primeiro dia do recadastramento dos profissionais em Londrina. A meta do poder público é reorganizar o serviço, que teve a credibilidade questionada com o envolvimento de integrantes da categoria, inclusive da ex-presidente da Associação dos Mototaxistas do Norte do Paraná, com o tráfico de drogas.
O recadastramento pode ser feito até 1 º de novembro e está aberto para profissionais regulares ou irregulares e quem pretende ingressar no ramo. O nível de exigências, porém, é alto. Além da documentação pessoal e da moto, é necessário apresentar atestado médico e de antecedentes criminais e alvará de autônomo emitido pela prefeitura. Também é obrigatória a participação em curso de direção defensiva e de primeiros-socorros.
Também é obrigatório estar filiado a uma central, usar capacete, colete e capa para o tanque da moto. Atualmente, existem 55 centrais em funcionamento na cidade. De acordo com estimativas da Associação, cerca de 250 profissionais atuam de forma legalizada e 780 irregularmente. Para a presidente da entidade, Lúcia Riccetto, há mercado para todos.
''Mercado existe. O que precisamos é aproveitar essa chance para moralizar o serviço. Com certeza, o trabalho ficará mais sério e mais confiável para os clientes'', destacou a representante da categoria.
E o resgate da credibilidade é a forma encontrada pelos mototaxistas para reverter a tendência de queda no número de passageiros. Profissionais estimam que o movimento caiu até 80%. ''O recadastramento vai servir para recuperar a imagem do mototaxista. É uma boa porque vai diminuir o número de mototaxistas envolvidos com crimes e vai ter espaço para quem realmente quiser trabalhar'', salientou Raul Lucas Pereira, 27 anos, há oito meses na profissão.
Para o também mototaxista Osvaldo Cavalari, 45, o maior rigor vai resultar em mais respeito das centrais com os profissionais. Ele acredita que as empresas serão obrigadas a garantir um número mínimo de corridas por dia. ''Se a gente não fizer pelo menos umas dez corridas por dia, não dá para tirar nem o do sustento'', declarou. Outra vantagem apontada por Cavalari é a provável diminuição do número de clandestinos.
A reportagem tentou entrar em contato com o diretor de trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Junior, durante toda a tarde de ontem, mas ele não retornou as ligações nem atendeu o celular.


