O arcebispo de Londrina, dom Albano Cavallin, instalou, na última sexta-feira, o Tribunal Eclesiástico e as comissões de trabalho que vão desenvolver o processo de beatificação e canonização da madre Leônia Milito. A solenidade de instalação do Tribunal aconteceu depois de uma missa celebrada pelo arcebispo.
O Tribunal Eclesiástico é composto pelo monsenhor Vitor Gropelli, como juiz-delegado, padre Oswair Chiozini, como juiz-delegado substituto, padre José Irineu de Souza, promotor de Justiça, e pela irmã Ivany Matiasso Zanardi, como secretária atuante.
Os membros das comissões também foram empossados. A comissão de Peritos em História é formada por José Garcia Gonzales Neto, professor do departamento de História da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e do Instituto Papa Paulo VI; e Enezila Lima, também professora de história da UEL, e a irmã Zeleide dos Santos. Já a Comissão de Censores é composta por padre Bruno Turato e por Therezinha Costa.
O Tribunal Eclesiástico e as comissões vão investigar a vida, a obra, as virtudes e a fama de santidade de madre Leônia. Vão pesquisar todos os documentos e passos dados em todas as comunidades por onde a freira atuou. Vão analisar todos os documentos referentes à madre, suas cartas e seus escritos, além de ouvir testemunhos de pessoas que conviveram com ela.
Dom Albano pediu muito empenho e seriedade a todos os envolvidos no processo de canonização. ‘‘Assim como o professor de educação física participa da sessão de ginástica numa academia, peço que todos se empenhem, participando ativamente e não se comportando como meros espectadores’’, rogou.
Assim que forem concluídos os trabalhos, o processo será submetido a outro Tribunal Eclesiástico, de segunda instância, na sede do Vaticano, em Roma. Somente depois de aprovado nesses dois tribunais é que madre Leônia Milito será considerada beatificada e canonizada.
O juiz-delegado do Tribunal, monsenhor Vitor Gropelli, já convocou a primeira sessão para o dia 22, às 14h30, no Santuário Eucarístico das Irmãs Missionárias Claretianas, que fica na Avenida Madre Leônia Milito, no Parque Guanabara (zona sul). A primeira testemunha a ser ouvida é a irmã Aparecida de Lourdes Arado, contemporânea de madre Leônia.

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