Começa pavimentação do Nova Olinda II
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terça-feira, 16 de outubro de 2007
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
Diante de moradores deslumbrados, máquinas começaram a trabalhar na remoção do moledo das ruas do jardim Nova Olinda II (Zona Oeste) ontem em Londrina, para a colocação do asfalto. ''Quando falaram que ia sair o asfalto todo mundo duvidou, porque sempre prometeram e nunca cumpriram'', revelou a moradora Luize Miranda. Com uma criança de colo, ela vinha enfrentando com resignação a poeira e o chão cheio de pedras. ''Sempre que eu saio com o carrinho tenho que limpar depois por causa da poeira. Isso também traz problemas respiratórios. Em casa, as janelas têm que estar sempre fechadas'', contou.
A ordem de serviço para a pavimentação foi assinada ontem de manhã, no próprio bairro, pelo prefeito em exercício, Sidney Souza, e pelo secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas. Além de 28.525,52 metros quadrados de pavimentação asfáltica, também serão construídos 5.875,93 metros de meio-fio e 2.569 metros de galerias pluviais. O custo total da obra, executada pela empresa curitibana Gaissler Moreira, é de R$ 1.025.552,45. O prazo para a conclusão é de sete meses.
''Tem famílias esperando por esse asfalto há 17 anos. É um sonho realizado, não sei nem explicar o que sinto'', desabafou Neuri Alves Bezerra, tesoureiro da associação de moradores, que por diversas vezes organizou reuniões em sua casa para discutir o problema. ''Estávamos abandonados, com a auto-estima baixa, gente mudando e alugando as casas para sair daqui. Agora dá para nos sentirmos mais humanos''.
Para a doméstica Odete de Fátima Pereira dos Santos, o asfalto vai finalmente permitir atitudes simples, como estender a roupa no varal, e deixar de enfrentar lama no caminho em dias de chuva. ''Vai melhorar para o meu filho ir para a escola, mas o duro é atravessar a linha do trem. Precisava fazer uma passarela aqui'', sugeriu.
A cancela para fazer a travessia localiza-se cerca de 800 metros à frente. Moradores das redondezas vinham utilizando um atalho para cruzar a linha férrea, mas, há menos de um mês, um carro foi atingido por um trem ao tentar atravessar por ali. ''Depois do acidente, esburacaram o caminho para não poder passar. Agora, só dá para ir a pé'', relatou a moradora Sebastiana Morais dos Santos. Sebastiana trabalha com coleta de materiais recicláveis, e reclamou que agora precisa dar uma volta grande para atravessar com o carrinho de reciclagem.


