Começa operação 'tapa-buracos'
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2001
Célia Guerra<br>Reportagem local 
A Secretaria Municipal de Obras iniciou, na semana passada, a operação ''tapa-buracos'' nas ruas da zona urbana e nos distritos de Londrina. O serviço, segundo o secretário Aloysio de Freitas, irá apenas amenizar o problema que se agravou ainda mais com a força e a intensidade da chuva da última semana. Ele não soube precisar a quantidade de buracos, mas destacou que ''o problema é grave e difícil de ser resolvido''.
A prefeitura licitou a compra de 500 toneladas de massa asfáltica, mas apenas parte dela será utilizada nesse serviço. O restante será usado no recapeamento das ruas onde o asfalto está mais comprometido. O primeiro lote com 125 toneladas de massa (cerca de 5 caminhões) custou R$ 68 mil. A secretaria disponibilizou três equipes de funcionários para a recuperação das vias da zona urbana e um outro grupo para a região dos distritos. Aloysio de Freitas espera a conclusão da operação ''tapa-buracos'' até o final de fevereiro, para que se inicie, na sequência, o recapeamento.
O secretário explicou ainda que nos pontos mais críticos os buracos estão sendo recortados para que permitam uma melhor colagem desse asfalto. Ele admite que nos trechos de maior fluxo de veículos, esse trabalho fica inviabilizado.
Na Rua Sacadura Cabral (zona leste) as chuvas do último final de semana colocaram os moradores em estado de alerta. Eles acreditam que um buraco localizado em frente ao número 128, onde fica uma clínica odontológica, provocou rachaduras no muro na caixa onde fica o relógio de energia. O problema teria começado no sábado, mas ontem a rachadura já era percebida em parte do asfalto e o meio-fio havia praticamente desaparecido. A área da frente da clínica afundou em mais de 2 centímetros em relação à parede.
O Corpo de Bombeiros e a Sanepar foram chamados ao local mas não identificaram a causa do problema. O dentista Joel Cardoso da Silva disse que, segundo avaliação dos bombeiros, a calçada está oca. A vizinha, Cirlete Marcondes, mostrou as madeiras que colocaram na calçada para impedir a passagem de pessoas, temendo um acidente mais grave. O secretário de obras disse que teria enviado ontem mesmo um engenheiro para avaliar o local.


