Foi autorizada ontem, pela prefeitura de Londrina, o início das obras de revitalização do fundo de vale do Córrego Carambeí, no Jardim Kobayashi (zona leste). Em solenidade realizada pela manhã, no Jardim Kobayashi, o gerente de mercado da Caixa Econômica Federal, Roberto Luiz Bachmann, assinou o repasse de R$ 100 mil, a fundo perdido, para reurbanização da área.
Com estes recursos a prefeitura vai revitalizar totalmente o aterro, feito há mais de quatro anos, dotando a área de cancha poli-esportiva, campo de futebol, pistas para caminhada, replantio de árvores frutíferas e nativas. Também faz parte do projeto a recuperação do córrego, que nasce no bairro e deságua no Ribeirão Cambézinho, dentro do Parque Arthur Thomas (zona sul), evitando que o esgoto residencial e industrial sejam despejados ali. A verba prevê também a construção da rede de esgoto para atender o Jardim Kobayashi. A área deve durar entre 90 e 120 dias e beneficiará cerca de 300 famílias.
O serviço de terraplenagem às margens do Córrego Carambeí já foi iniciado. O local mais crítico é a área do aterro. De acordo com os moradores, muitos caminhões e carroceiros insistem em jogar entulhos e lixo no local. À margem do córrego, os moradores instalaram varais de roupa e numa extremidade do fundo de vale, uma pocilga abriga vários porcos.
O vigia Ilson Vieira, 60 anos, que mora há 25 anos no local, diz que é a primeira vez que a administração pública faz alguma obra no bairro. ‘‘Isso está acontecendo porque é ano de política. Se eles fizerem o que estão prometendo, a gente vai cuidar, pois valoriza o nosso imóvel’’, comenta. ‘‘Há necessidade de cuidar mais do nosso bairro, pois a gente ganha com isso’’, comenta o estudante Everton Gomes da Cruz, 16 anos.
Outros moradores reclamam que o principal problema é o esgoto industrial, despejado no córrego, que transmite doenças para crianças que insistem em bricar nas águas poluídas.
Participaram da solenidade de assinatura da ordem de serviço para revitalização da obra o prefeito Jorge Scaff (PSB), o secretário municipal de Obras, José Righi de Oliveira, o presidente do Conselho de Administração da Folha, João Milanez, e diversos secretários municipais.

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