Começa o monitoramento de pragas da soja em Campo Mourão
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sexta-feira, 06 de dezembro de 2002
Sid Sauer<br> Equipe da Folha 
Campo Mourão Dezesseis estagiários do Colégio Agrícola de Campo Mourão começaram, nesta semana, o trabalho de monitoramento do grau de infestação de pragas nas lavouras de soja da microbacia do Rio do Campo. O acompanhamento é realizado há 10 anos e serve para orientar as ações de combate às pragas, feito quase todo com produtos fisiológios e biológicos e com a soltura de predadores naturais.
O trabalho dos estudantes seguirá até o dia 6 de março, com o monitoramento semanal de 75 pontos da microbacia. A previsão é que nestes locais sejam soltas, até o final da safra, 800 mil vespinhas Trissolcus basalis, que é um inimigo natural do percevejo da soja. O controle biológico de pragas na área foi iniciado com a utilização do baculovirus anticarsia no combate à lagarta da soja e ampliado há oito anos, com a instalação de um laboratório de vespinhas.
Os dados coletados pelos estagiários são tabulados e distribuídos para cooperativas, empresas de assistência técnica e revendedoras de defensivos agrícolas. ''Quando o produtor procura uma destas instituições para tratar do combate de pragas que estão ocorrendo em suas lavouras, os técnicos utilizam as informações resultantes do monitoramento para definir o produto a ser utilizado'', explica o técnico agrícola Elson Buaski.
Toda a ação faz parte do projeto de Qualidade do Ambiente Produtivo Rural desenvolvido há mais de 20 anos na área. A Sanepar paga o ônibus utilizado no transporte dos estudantes que realizam o monitoramento, a Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo) custeia o seguro de vida dos estagiários e a Emater e prefeitura coordenam a ação. A microbacia tem 7.076 hectares. O Rio do Campo fornece 85% da água consumida em Campo Mourão.


