Curitiba - Com o início das aulas ontem, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) recebeu, pela primeira vez, 1.352 calouros que passaram no vestibular por meio das cotas para negros (521) e para alunos de escolas públicas (831). No geral, são 23 mil alunos que começaram a estudar na UFPR. A Universidade informou que preparou uma programação especial, que vai durar toda essa semana, para receber os novos estudantes. O reitor da UFPR, Carlos Augusto Moreira Júnior, abriu o ano letivo explicando aos alunos de todos os cursos a questão das cotas. O assunto está gerando polêmica desde o anúncio da implatação das vagas especiais, no ano passado.
Este ano a UFPR lançou o projeto Trote Solidário, que proíbe brincadeiras agressivas. Para isso, a Universidade implantou um número (0800-6438377) para receber denúncias, inclusive de cotistas que estiverem se sentindo discriminados. As cotas chegaram a ser suspensas pela Justiça Federal, logo após o anúncio do resultado do vestibular, porém a liminar foi derrubada pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 região. Depois, diversos alunos da concorrência geral que não passaram na primeira chamada entraram na Justiça contra as vagas especiais. Apenas dois obtiveram liminar. Entre os cotistas, na hora de efetivar a matrícula, 122 negros e 65 alunos de escolas públicas tiveram que provar sua condição. Destes, 80 conseguiram se matricular.
Durante toda esta semana os calouros da UFPR estão assistindo palestras sobre temas variados, conhecendo os laboratórios e unidades de pesquisa da instituição. Está acontecendo também uma campanha de doação voluntária de sangue. Além da programação especial para o início das aulas, a Universidade divulgou que este ano o aluno vai contar com totens computadorizados para acompanhar seu desempenho acadêmico. Os dois primeiros já foram colocados no prédio histórico da UFPR, na praça Santos Andrade. A previsão é que todas as unidades da Universidade recebam os computadores.

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