Começou a terceira fase do Projeto Promotoras Legais Populares, desenvolvido pelo Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos, da Universidade Estadual de Londrina (NEAA).

O projeto visa o desenvolvimento de um curso de formação de sete meses com carga horária de 120 horas para líderes comunitárias e mulheres interessadas em lutar pelos direitos da coletividade, abordando temas relacionados aos direitos humanos e acesso à justiça.

O curso tem o objetivo de esclarecer as mulheres sobre direitos, legislações e mecanismos de acesso à justiça, como forma de torná-las agentes de transformação no dia a dia da comunidade. Além disso, ensina como funciona o sistema judiciário brasileiro para que possam defender os seus direitos e das comunidades em que atuam.

De acordo com a secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Sueli Galhardi, o projeto traz uma grande contribuição para as mulheres, pois agrega conhecimentos relevantes para o cotidiano das alunas e suas ações no contexto em que estão inseridas. "Um dos fatores positivos do curso é a troca de experiências de vida e formação diferenciadas entre elas, trazendo riqueza para o debate no processo de construção das políticas
públicas."

A coordenadora no NEAA, Rosane Borges, destacou a importância do projeto para a cidade. "Ele favorece o poder das mulheres e assim contribui para melhores condições de vida de toda comunidade." Ela informou ainda que este é o segundo ano do projeto e que já são observados os resultados práticos e imediatos tanto na vida das mulheres que já atuam como lideranças, quanto para as que se despertaram para isso durante a formação.

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