Começa licitação da Prisão Provisória
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 09 de junho de 1997
Lúcio Horta 
Agora é definitivo: a Prisão Provisória vai mesmo ser construída numa área do jardim Del Rey, zona sul, anexa à Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). A decisão foi comunicada ontem em clima de festa no gabinete do prefeito Antonio Belinati.
Além do prefeito, estiveram presentes os secretários estaduais Cândido Martins de Oliveira (Segurança) e Augusto Canto Neto (Obras), além de representante da Secretaria Estadual de Justiça e praticamente todo o secretariado municipal. Representantes das polícias Civil e Militar, Fórum, Câmara e de entidades civis também foram até a Prefeitura.
Ainda no gabinete, foi assinado o edital de convocação de licitação pública para escolha da empresa que irá levantar a obra. Belinati aproveitou para declarar que - apesar de toda polêmica que a construção da Prisão Provisória criou - o projeto de lei aprovado na última quinta-feira na Câmara dos Vereadores, prevendo a doação de uma área para construção de um Pavilhão de Ofício ao lado da PEL, foi sancionado pelo Executivo Municipal.
A doação do terreno foi a condição imposta pelo Estado para construir a Prisão Provisória, também ao lado da penintenciária, em uma área já murada.
Segundo Canto Neto, em 60 dias toda a parte burocrática deverá estar cumprida e a construção iniciada. A previsão, a partir daí, é que em 120 dias a Prisão Provisória já possa entrar em funcionamento, com capacidade máxima para 156 detentos. Os recursos para a obra, na ordem de R$ 890 mil, foram disponibilizados pela Secretaria de Segurança. Se não fosse o bom senso das pessoas, não estariamos aqui assinando essa concorrência, observou o secretário, que acredita que até quinta-feira o edital já esteja publicado.
Pressionado por moradores que não queriam a Prisão no bairro, Antonio Belinati afirmou que só resolveu sancionar a lei que permitirá a construção da Prisão Provisória por dois motivos. O primeiro seria a situação caótica em que se encontra a segurança pública na Cidade, com distritos superlotados, fugas e rebeliões. E, principalmente, porque o projeto prevê que a Cadeia Pública seja construída em outro local da Cidade, distante dos moradores dos jardins Acapulco e Del Rey. Tivemos que ceder, diante das circunstâncias de segurança. Mas se tem uma lei que eu não gostaria de sancionar é essa. Estou fazendo isso com um certo constrangimento, afirmou o prefeito.
Já Cândido Martins lembrou que a Prisão Provisória fazia parte do sistema penitenciário e estava prevista no projeto original da PEL.
Por isso, ele acredita, a polêmica que se criou em torno do assunto não teve sentido. Cândido de Oliveira comentou: A obra demorou porque não tínhamos o terreno para construir o pavilhão industrial, mas até os muros para construção da Prisão Privisória já tinham sido levantados. Estamos dando um passo que era para ter sido dado há muito tempo.


