Curitiba - O julgamento do segurança Peter dos Santos Bicalho, 26 anos, começou na manhã de ontem no Tribunal do Juri, em Curitiba. Ele é acusado do assassinato da estudante Carina Munhak Pel-ligrinello, com 23 anos na época. O crime aconteceu em julho de 2004 em um hotel no Centro de Curitiba. Carina foi encontrada morta enforcada com uma toalha. Na época, a hipótese de suicídio foi levantada, mas não confirmada. O homicídio foi dado como certo.
Até o fechamento desta edição, o julgamento ainda não havia terminado. A promotoria pública pediu a condenação de Bicalho.
A defesa do acusado, representada pelo advogado Matheus Gabriel Rodrigues de Almeida, nega que o segurança seja o autor do crime. O acusado se defende afirmando que o marido de Carina, Adriano Pel-ligrinello, contratou-o pouco antes do crime para flagrar a mulher com um amante que ela teria na época. Bicalho alega que esteve no quarto mas não matou a mulher.
Primeiro a depor na manhã de ontem, o marido de Carina se defendeu, dizendo que não fazia sentido provar que a esposa era adúltera. "Se eu quisesse 50 testemunhas, teria. Tirar fotos para quê?", indagou. Pel-ligrinello disse ainda que sabia dos casos extraconjugais da mulher 2002, quando ela começou a sofrer de transtorno bipolar. Segundo ele, a doença seria a causa da mudança de comportamento de Carina -resultando, inclusive, em suas traições.

Defesa
Antes do julgamento, a intenção da defesa era pedir uma acareação entre o marido de Carina e o suposto amante da estudante. Além disso, o advogado pretendia solicitar à responsável pelo caso, a juíza Ferananda Karan, o deslocamento do conselho de sentença para o local onde o crime aconteceu.
"Queremos levar o sete jurados para o hotel para verem como o lugar é extramente frágil", afirmou o advogado de defesa.
O marido da vítima relatou durante o depoimento outras relações extraconjugais da esposa. Além disso, contou que antes de ser assassinada, ela já havia tentado o suicídio pelo menos cinco vezes. (colaborou Diego Ribeiro)

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