Começa hoje o julgamento de policial civil acusado do crime
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quarta-feira, 30 de setembro de 1998
James Alberti 
Começa hoje, às 9 horas, no Tribunal do Júri de Curitiba, o julgamento do policial civil Airton Adonsk Júnior, um dos nove acusados pelo assassinato do estudante Rafael Zanella, 20 anos. O estudante foi morto com um tiro na cabeça em uma suposta blitz policial em 28 de maio de 1997.
A expectativa do advogado da família Zanella, Júlio Militão da Silva, que atuará como assistente do promotor Celso Ribas, é de que o julgamento dure entre dois ou três dias. O júri será marcado pela oposição das teses defendidas pelos advogados.
Para o promotor, Adonsk é um dos piores policiais envolvidos no homicídio e um dos maiores responsáveis pelo crime. Ribas defende que Adonsk havia montado uma blitz para tentar extorquir dinheiro, a exemplo do que faria na Delegacia Anti-Tóxicos, da qual foi afastado pelo delegado Adauto de Oliveira.
Já os advogados de defesa do policial, Cláudio Dalledone Júnior e Edson Stadler, afirmam que Adonsk é inocente e que existe uma caça às bruxas, promovida pela família de Rafael, que pede punição para todos os acusados. Na avaliação de Dalledone e Stadler, as manifestações e os protestos dos familiares e amigos do estudante podem prejudicar uma decisão isenta dos jurados.
O empresário Cesar Antonio Zanella, pai de Rafael, disse que a expectativa é grande. Esse Adonsk é o principal culpado, afirmou. Zanella disse que confia na Justiça e espera a condenação dos nove envolvidos no crime e na tentativa de forjar um flagrante. Ontem, a mãe do estudante, Elisabetha Zanella, acompanhou os preparativos para o julgamento.


