Começa a temporada de furtos e assaltos
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quinta-feira, 07 de dezembro de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Tarde de quarta-feira no Centro de Londrina. No Calçadão e ruas dos arredores, uma onda frenética de gente se acotovela atrás dos presentes de final de ano. No território lotado de vítimas em potencial, os marginais de ocasião aproveitam para agir. Poucos policiais militares circulam entre a multidão. Para suprir a demanda de segurança, lojistas contratam vigilantes particulares. Os consumidores, por sua vez, lançam mão de artifícios variados para não serem surpreendidos. Nesta época do ano, é preciso cuidado redobrado para circular pela região, porque o risco de furtos e assaltos é ainda maior com o início da abertura das lojas até as 22 horas.
Gerente de relojoaria na Rua Sergipe, Ricardo Matsumoto reclamou que sente falta de um policiamento mais visível nos arredores. A loja dele já foi invadida por assaltantes e a saída foi recorrer aos serviços de vigilantes particulares. ''Tenho segurança dentro da loja por causa dos furtos e fora por causa dos assaltos'', apontou. Mesmo assim, Matsumoto citou que é comum presenciar gente gritando que foi assaltada na rua. ''Praticamente todo dia aqui tem alguém sendo assaltado. É uma coisa constante'', afirmou.
Numa grande loja de confecções também na Sergipe, a gerente Nelsi Machado da Silveira contratou mais três seguranças - dois internos e um externo - neste fim de ano. Dentro da loja, ela disse que resolveu o problema de furtos. Mas na calçada, o risco para os clientes persiste. ''Na saída da loja ainda acontecem assaltos daqueles em que a pessoa passa correndo e puxa a bolsa ou a carteira'', citou. Ela criticou que as duplas de policiais que faziam o policiamento a pé pelas ruas do centro ''sumiram depois da eleição''.
O comerciante Akio Hasuda, há mais de 30 anos na Sergipe, também pediu mais policiais circulando a pé pela região. ''É preciso mais desse tipo de policiamento nesta época do ano'', apontou.
Consumidora frequente do Centro, a dona-de-casa Irene Vespa já passou pelo dissabor de ter a bolsa roubada por ladrões - modalidade de assalto conhecida como ''cavalo louco''. Depois disso, passou a tomar cuidados como andar com a bolsa junto ao corpo e protegida com as mãos. Na carteira, leva pouco dinheiro e apenas os documentos essenciais.
A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) informou que o reforço já foi acertado com a Polícia Militar. ''A PM garantiu que vai fazer rondas com maior intensidade'', disse o presidente da Acil, Rubens Augusto. Ele preferiu não ''chutar'' quantos milhares de consumidores devem circular pelo comércio do Centro até o Natal. Por outro lado, apontou que só o 13º salário injetou cerca de R$ 200 milhões na economia da cidade.
O relações públicas do 5º Batalhão, tenente Ricardo Eguédis, garantiu que o policiamento no centro vai contar com um reforço de efetivo de mais 100 homens e 10 viaturas nos horários de maior movimento. Vai ser assim até 23 de dezembro. Ele detalhou que os policiais serão distribuídos em carros, motocicletas, cavalos e a pé. Sobre as duplas de policiais que faziam rondas na área central e que não são mais vistas, Eguédis explicou que eram alunos que estavam em formação, terminaram o curso e mais da metade continua trabalhando nas ruas. Além disso, o tenente lembrou que o expediente interno no Batalhão é feito só pela manhã porque a tarde os policiais são liberados para o trabalho de rua.


