Às vésperas de completar um centenário de história em solo brasileiro, é impressionante perceber como o imigrante japonês que se estabeleceu no Brasil conseguiu manter praticamente intactos seus principais traços culturais. De ontem até domingo, os descendentes da terra do sol nascente mostram para os visitantes que cultura é sim o tesouro mais valioso da raça humana. Com programação extensa e variada, estimam os organizadores, a 4ªCasa Japão deve atrair mais de 50 mil até o Centro de Eventos e Exposição de Londrina.
  É comovente perceber, por exemplo, como brilham de satisfação os olhinhos puxados das meninas que participam da tradicionalíssima cerimônia do chá. ‘‘É uma experiência que nunca tinha tido e não gostava só de ficar vendo pela televisão. Sempre tive vontade de participar’’, confessou Bruna Nishimoto Santi, 10 anos. Na companhia das amigas Karina e Valéria Nishimura, de 9 e 10 anos respectivamente, as japonesinhas desfilavam com natural talento o traje típico.
  E esse é apenas um dos atrativos da mostra cultural japonesa. Nos diversos espaços, os visitantes encontram de tudo. Há exposição de desenhos japoneses, aulas de origami – dobradura –, música, dança e artes marciais, produtos dos mais diversos como a tecnológica demonstração do cão-robô Aibo e ainda, muita comida típica. Num desses estandes, aliás, conversamos com o advogado e expert no ‘‘sukiyaki’’ Mário Ukiyama, que é claro, trabalha em família. Aos 10 anos, ele se estabeleceu com os pais em Rolândia e hoje se diz um apaixonado pelo lugar que escolheu para viver e criar os filhos. ‘‘Gosto demais daqui como também do Brasil e do povo brasileiro’’, elogiou, completando que nem pensa mais em retornar para o Japão.
  Além desses atrativos todos, é realizado em conjunto com a Casa Japão, o 2º Portal do Oriente e a 45ªExposição Agrícola da Acel, onde são exibidos produtos agrícolas produzidos pelos descendentes da região. É neste espaço que estão expostas as belas orquídeas produzidas pelo médico Alcides Kawata e Nelson Kumata. E aí também tem tecnologia, contou Alcides, já que muitas das espécies já são reproduzidas a partir de técnicas de clonagem.


Serviço:

- Ingressos a R$ 4,00 e estacionamento a R$ 6,00. Estudantes e pessoas com idades entre 60 e 64 anos, com documentos, pagam meia entrada. Crianças menores de 6 anos e aposentados acima de 65 anos têm entrada franca. Outras informações no site www.casajapao.com.br.

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