Começa a demolição da igreja ucraniana
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terça-feira, 19 de junho de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
Apesar de todo o esforço para manter a igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a comunidade ucraniana de Cascavel decidiu em assembléia pela demolição do antigo templo e construção de um novo no mesmo local. Os fiéis tomaram a decisão depois de receber o resultado de uma análise feita por engenheiros e técnicos, que condenaram a estrutura construída há 35 anos.
O presidente da comunidade ucraniana de Cascavel, Demetrio Gulak, explica que a situação física da igreja não oferece segurança às famílias e que uma tempestade poderia causar um desabamento de grandes proporções. Ele diz que em dias de chuva, os fiéis precisavam se aglomerar em um canto da igreja por causa da grande quantidade de goteiras.
Em relação à proposta feita pela prefeitura, de realizar uma reforma no igreja, Gulak afirma que as madeiras estavam podres e que uma restauração daria uma sobrevida de apenas alguns anos, não afastando a necessidade de construção de uma nova igreja. Ele lembra que há mais de quatro anos tentavam junto ao poder público a restauração da estrutura. Naquela época ainda era possível fazer uma recuperação, mas hoje já ficou comprovado que é inviável.
O presidente da comunidade ucraniana acrescenta que a reforma da igreja não resolveria um outro problema, o da ampliação do espaço. Ele diz que atualmente o templo é frequentado por cerca de 400 pessoas, mas a capacidade não ultrapassa os 200 lugares. Para se ter uma idéia, na comemoração de Corpus Christi mais de 100 pessoas precisaram acompanhar a celebração em pé. A participação de fiéis é crescente e precisamos de uma ampliação, justifica.
Demetrio Gulak afirma que na assembléia ficou decidido também que após a construção da nova igreja, a comunidade irá se empenhar para colocar uma réplica no mesmo terreno do novo templo. Esse já era um desejo antigo de toda a comunidade.
O secretário municipal de Cultura, Eduardo Marassi, lamenta a decisão da comunidade ucraniana, por considerar que todo município estará perdendo com a demolição. Ele observa que todos os esforços foram feitos para a reforma, mas diz entender os motivos que levaram os ucranianos a decidir pela construção de uma nova igreja. Jamais iríamos condenar, mas todos irão perder muito, apesar da réplica, ressalta.
Segundo o padre Mário Carlos Lazoski, o novo templo será construído em alvenaria e terá capacidade para cerca de 800 pessoas. Enquanto isso, as celebrações serão realizadas em um barracão situado no mesmo terreno. A previsão é que as obras sejam concluída em cinco anos. A estimativa é que sejam gastos R$ 250 mil e grande parte do dinheiro deve ser doado pela comunidade.


