Campo Mourão - Os 25 prefeitos da região de Campo Mourão vão assinar uma carta de repúdio à direção da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) pela forma como foi aprovado o estatuto da instituição. A decisão foi tomada ontem durante reunião na prefeitura de Campo Mourão convocada pelo prefeito Tauillo Tezelli (PPS).
A carta será enviada ao governador, à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, ao Conselho Estadual de Educação, aos candidatos ao governo do Estado que passarem para o segundo turno e também deverá ser publicada em jornais das cidades onde estão os 11 campi da Unespar.
''Não podemos sair perdendo. Se não for para melhorar, que fique como estava antes'', disse o presidente da Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam) e prefeito de Rancho Alegre do Oeste, Valdinei José Pelói (PSDB). O pedido é por um modelo semelhante ao da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp)
O movimento da Comcam quer convencer o governo do Estado - nem que seja o próximo, que assume em janeiro - a não homologar o estatuto sem que seja previsto a autonomia de cada campus. Se isso não for possível, a posição da região será de lutar para que a Faculdade de Campo Mourão (Fecilcam) seja excluída da lei que criou a Unespar.
''Preferimos voltar a ser uma faculdade isolada porque desta forma que aí está haverá retrocesso'', afirmou o diretor da Fecilcam, Rubens Sartori. Segundo ele, mesmo antes do estatuto ser aprovado a faculdade já saiu perdendo. ''Nosso orçamento de 2002 foi de R$ 3 milhões. Agora, na Unespar, caiu para R$ 2,7 milhões para 2003'', frisou.

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