O Paraná quer sair do terceiro lugar no ranking dos estados que apresentam os piores índices de qualidade e de adulteração de combustíveis. O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis), Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Secretaria de Proteção e Defesa do Consumidor firmam um convênio na segunda-feira em Curitiba para monitorar os postos candidatos a receber o selo ‘‘Qualidade OK’’.
Nos 90 dias seguintes, o Sindicombustíveis inaugura a primeira fase do projeto que vai abranger 50 postos da capital. O Tecpar vai medir o nível de qualidade do combustível oferecido nos estabelecimentos. ‘‘Com este programa queremos moralizar o mercado para não permitir que a situação fique igual a São Paulo’’, diz o presidente do sindicato, Roberto Fregonese.
O Paraná só fica atrás de São Paulo e do Rio de Janeiro na relação dos estados que comercializam combustível adulterado. No Paraná, a Região Metropolitana de Curitiba e Londrina concentram os problemas mais graves, segundo a Secretaria de Proteção e Defesa do Consumidor.
O diretor-geral da secretaria, Sílvio Cavagnari, revela que já existem estudos para elaborar uma lei que obrigue que os proprietários dos postos com bandeiras da Shell, Texaco e Esso, comercializem os combustíveis destas companhias. ‘‘O consumidor entra num posto imaginando que o combustível seja daquela revendedora. Queremos evitar que ele seja lesado ao usar marcas diferenciadas de combustíveis que existem nestes locais’’, explicou Cavagnari.

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