Comboio Cultural
leva espetáculos
de vários gêneros
Integrado à Operação Ecoverão 2000, o Comboio Cultural estará levando espetáculos de teatro, ópera, dança, música popular e erudita, teatro de bonecos e teatro para crianças aos municípios do Litoral e Costa Oeste. As apresentações do Comboio no roteiro da Ecoverão começam no dia 15 de janeiro em Matinhos, e no dia 23 de janeiro na Costa Oeste.
Desde sua estréia, em 6 de novembro, em Cascavel, na região Oeste do Estado, o Comboio Cultural percorreu 190 municípios paranaenses, mantendo uma platéia média de 600 pessoas – superior à lotação da Sala Salvador de Ferrante, do Teatro Guaíra, o Guairinha, que tem 504 lugares. Em Foz do Iguaçu, no final de novembro, os espetáculos foram vistos por oito mil pessoas, mais do que três vezes a capacidade total do Teatro Guaíra, de 2,7 mil pessoas.
No Litoral e na Costa Oeste, vão acontecer as seguintes apresentações: ‘‘La Serva Padrona’’ (ópera), ‘‘Dança Magia’’ (dança), Quinteto de Cordas de Curitiba (música erudita), Grupo Fato (música popular brasileira), Centro de Animações Surpresa (teatro de bonecos), ‘‘Se essa Terra fosse minha’’ (teatro), com o grupo Cardoso Produções Artísticas, e ‘‘Gente Criança’’ (musical infantil). Serão apresentados espetáculos nos sete municípios do Litoral e em nove cidades da Costa Oeste.
Idealizado pelo governo do Estado e realizado pela Secretaria da Cultura, com apoio da Copel e Fundacen, através da Lei Rouanet, o comboio vai percorrer os 399 municípios paranaenses até novembro do próximo ano.
Por onde passam, os ônibus-palco vêm encantando a platéia. Em Maringá, o dentista Haruo Kanawa, de 55 anos, que levou toda a família para assistir aos espetáculos, chegou a sugerir que as apresentações do comboio fossem feitas ‘‘umas 12 vezes no ano’’. A caravana, definiu a bancária Marilde Regina Dias, 38 anos, também de Maringá, ‘‘foi uma chuva de cultura e alegria’’.
Jane Zanchetta, de Cascavel, encantou-se tanto com os espetáculos em sua cidade que enviou um e-mail ao governador agradecendo pelo projeto. ‘‘É emocionante ver as pessoas reunidas na rua ouvindo música clássica ou assistindo a uma peça teatral. Certamente, muitas crianças marcarão estes momentos em suas vidas, talvez até mesmo mudando o seu futuro. Espero ver cada vez mais projetos como este em nosso Estado’’, escreveu Jane.
Os artistas também se mostram encantados com a receptividade das platéias do interior. Em alguns municípios, chegou-se a ultrapassar 2 mil espectadores. ‘‘Foram shows de lavar a alma mesmo’’, diz o músico Luiz Antônio Ferreira, do grupo Maxixe Machine, atração do ônibus da MPB.
Um veterano do trabalho mambembe, o produtor e diretor teatral Ailton Silva Caru, afirma que a reação do público é fantástica. ‘‘Tenho 36 anos de carreira e nunca vi na minha vida uma reação como esta’’, entusiasma-se Caru, que chegou a ter até índios na platéia para assistir ao seu ‘‘Coração Dilacerado’’, uma montagem que utiliza atores e bonecos para levar ao palco uma comédia de Ariano Suassuna.

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