Combatendo a obesidade infantil
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Alimentação com excesso de gordura, açúcar, aliado ao sedentarismo. Esse é o retrato dos hábitos de vida de muitas crianças e adolescentes brasileiros. O resultado só poderia ser um: sobrepeso e pressão arterial alterada, que, de acordo com dados do Ministério da Saúde, já atingem cerca de 16% das crianças brasileiras.
É com o intuito de educar os pequenos sobre a importância de uma alimentação balanceada para a manutenção da saúde que o Grupo de Obesidade Infantil da Universidade Norte do Paraná (Unopar) está reativando os trabalhos de acompanhamento nutricional com crianças de 7 a 14 anos. O grupo prestava atendimento gratuito à população há 5 anos e permaneceu desativado por seis meses.
''Nosso atendimento é voltado às crianças que estão acima do peso e/ou que têm maus hábitos alimentares e que os pais estão preocupados. Nosso objetivo é modificar os hábitos das crianças mostrando a importância de cada alimento'', afirmou a professora do curso de Nutrição e coordenadora do Grupo de Obesidade Infantil, Carla Jadão, complementando que o projeto atende grupos de cerca de 15 crianças por vez, durante uma hora, uma vez por semana.
Segundo a professora, o atendimento às crianças é sempre realizado no período da tarde, simultaneamente à realização do trabalho com os pais ou responsáveis, que permanecem em outra sala.
''Cada semana a gente fala sobre um assunto, grupos de alimentos, vitaminas, tudo de uma maneira bem lúdica'', explica Carla, destacando que o grupo de estagiários de Nutrição prepara atividades diversificados, como peças de teatro e montagem de cartazes com as crianças, discussões com os adolescentes e aulas práticas com os pais, ensinando-os a criarem sanduíches e vitaminas atraentes e nutritivos. ''As crianças ajudam e depois todos comem juntos. Elas adoram'', complementa.
Insistência
Segundo Carla, o crescente aumento de peso entre as crianças está diretamente relacionado aos hábitos de vida das crianças atualmente, que permanecem sentadas o dia todo em frente ao computador, ao videogame, comem muito fast food e não praticam atividades físicas.''Aqui, nós buscamos fazê-las conhecer
cada alimento e experimentá-lo no mínimo umas dez vezes, antes de decidirem se gostam ou não. É preciso que os pais insistam'', destaca a professora completando que o trabalho dura, em média, um ano com cada grupo.
De acordo com a coordenadora, quando os pais procuram o grupo é mais fácil mudar os hábitos alimentares da família e por consequência da criança.''A primeira coisa que os pais aprendem é que criança não pode fazer dieta, nem perder peso. O segredo é a criança parar de engordar. Daí ela cresce e entra na normalidade'', ensina Carla.
Segundo a professora, os resultados do trabalho têm sido animadores. ''Eu diria que 70% delas se recuperam desde que os pais estejam empenhados. A participação deles é fundamental'', alerta. Ainda de acordo com Carla, a seleção das crianças e adolescentes é sempre realizada com base na lista de espera da clínica.
Serviço - Informações e inscrições na Clínica de Nutrição da Unopar, de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 17h30, pelo fone (43) 3371-7775.


