Combatendo a doença de Parkinson
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quinta-feira, 06 de março de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - No início, sentiu um leve tremor nas mãos. Depois surgiu uma dificuldade de movimentar os braços, como se fosse uma dormência. Depois desses primeiros sinais, a dona de casa Matilde Udenal Segantini, de 74 anos, foi a um neurologista, que diagnosticou a doença: Parkinson. Isso foi em 2010.
Matilde é uma das pacientes do projeto desenvolvido por professores e alunos do Departamento de Fisioterapia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) voltada para pessoas com a doença de Parkinson. As inscrições estão abertas para novos pacientes, que podem fazer todo o tratamento gratuitamente.
A dona de casa foi uma das primeiras pacientes do projeto, que começou há quatro anos. "Tem sido muito importante fazer esse tratamento. A doença estacionou e isso só foi possível através dos exercícios, que fizeram com que os sintomas não evoluíssem", relatou. "Não me atrapalhei mais ao caminhar e continuo fazendo o serviço de casa sem problemas", acrescentou.
A coordenadora do projeto é a professora de Fisioterapia Neurológica da UEL, Suhaila Mahmoud Smaili Santos, doutora em clínica médica pela Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp) e pós-doutoranda em Neurologia e Neurociências pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp). Ela explica que para participar do projeto as pessoas devem ter em mãos o diagnóstico médico, tomar todos os medicamentos adequadamente como foram prescritos e devem andar, ou seja não podem ser cadeirantes. Isso porque trata-se de um trabalho em grupo e não individual, embora haja praticamente um fisioterapeuta para cada paciente.
"Assim que o tratamento se inicia, o paciente é analisado com equipamentos de última geração. São realizados exames clínicos e uma investigação minuciosa. Mas os equipamentos não são o mais importante. O importante é o tratamento", destacou a fisioterapeuta. Ela explicou que não existe uma quantidade máxima de vagas, pois, dependendo da demanda, alunos ou residentes podem ajudar.
Suhaila explicou que a doença de Parkinson é degenerativa e progressiva do sistema nervoso central, que provoca desordens do movimento, devido à deficiência de dopamina. "Isso causa prejuízos motores e não motores. Ela é caracterizada por diversos sintomas como dificuldades para caminhar, adoção de passos curtos, dificuldades para superar obstáculos, tremores ou lentidão dos movimentos, alteração na quantidade e na qualidade dos movimentos, alteração na postura e no equilíbrio. Outros sintomas são a alteração do sono e distúrbios psiquiátricos com demência."
"Existem sintomas que os medicamentos resolvem pouco, como os problemas de equilíbrio. Isso faz com que haja um aumento de quedas, o que é um risco muito grande para os pacientes, pois a maior prevalência da doença é em pacientes a partir da sexta década. Como eles se machucam, têm um impacto negativo", destacou Suhaila.
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Serviço
As sessões de fisioterapia para as pessoas com doença de Parkinson são realizadas na Paróquia Nossa Senhora das Graças (Rua Luís Dias, 393, Jardim Petrópolis). Interessados em participar devem entrar em contato com Lucinda pelo fone (43) 3342-9008.


