As ações integradas de combate à dengue a serem implementadas pelas secretarias de Saúde de Londrina, Cambé, Ibiporã e Rolândia começam por uma maior sistematização da Vigilância Epidemiológica, passam pela conscientização da comunidade e incluem melhorias na própria Saúde. A idéia é capacitar os profissionais, agilizar exames e aperfeiçoar o atendimento aos pacientes.
Os quatro secretários garantem dispôr de funcionários suficientes para a coleta de dados e trabalho de rua. Embora o inimigo seja comum a todos, as formas de ameaça da doença variam entre cidades vizinhas. ''Em Cambé, os vasos de plantas correspondem à maioria (40%) dos criadouros, o que demonstra a necessidade de conscientizar a população'', afirmou o secretário Nereu Henrique Mansano, citando uma realidade semelhante à londrinense. Já em Ibiporã, de acordo com a secretária Tânia Maria Aroceno, lixos como copos e garrafas descartáveis são o principal problema.
Os municípios da região ainda não registraram casos de dengue este ano, mas também apresentam índices de infestação mais altos do que recomenda a OMS. Preocupada com o avanço, Cambé aprovou na semana passada uma lei que permite multar cidadãos que forem notificados por facilitarem a proliferação da dengue e não tomarem as medidas necessárias. As demais cidades já possuem leis semelhantes. (V.N.)

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