Para o coordenador do Ciaadi, Marcos Fila, a questão do uso e tráfico de drogas por crianças e adolescentes deve ser tratada como prioridade pela sociedade e autoridades. ‘‘Alternativas concretas devem ser encontradas, mas mesmo assim é difícil qualquer projeto dar certo se, no tráfico, os jovens tiram até R$ 500,00 em uma noite’’, afirmou.
De acordo com Fila, a sociedade precisa lutar para que a criança não chegue ao Ciaadi. ‘‘É preciso investir na prevenção, investir em escolas-oficinas para fazer com que a criança tenha capacidade de resistir ao traficante. Para que não cometa atos infracionais e seja apreendido. O Ciaadi é o final da linha’’, afirmou
Fila disse que o nível e a violência na criminalidade entre os adolescentes vem aumentando nos últimos três anos, com índíce de reincidência também se elevando. ‘‘Isso não significa que o menor fica impune. Hoje, o Ciaadi tem 38 menores internados provisoriamente, quando a capacidade é para 36. E ele não fica em liberdade até o juiz determinar qual será a penalidade para aquele caso’’, disse.
Segundo o comandante da 2º Companhia de Policiamento do 5º Batalhão da Polícia Militar, capitão Sérgio Dalben, somente na área de atuação da companhia, na zona norte, no último mês foram feitas 70 apreensões de menores por roubo, furto a residências e automóveis e uso de drogas.

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