Combate às algas no Iraí tem operação concentrada
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quinta-feira, 09 de agosto de 2001
Erika Wandembruck<BR>De Piraquara 
Representantes da Sanepar, Defesa Civil, Polícia Florestal, bombeiros técnicos e biológos iniciaram ontem uma nova ofensiva para tentar resolver o problema da qualidade da água em Curitiba e região metropolitana. Cerca de 180 pessoas estão envolvidas em ações integradas de preservação ambiental na Barragem do Iraí, em Piraquara. O objetivo do trabalho é a redução das algas, que têm provocado alterações no cheiro e gosto da água que abastece 70% da população de Curitiba e região.
Um posto da coordenação e informações para monitorar os trabalhos foi instalado na barragem. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) começou a analisar ontem a água em 21 pontos da represa. Identificaremos se há cloriformes fecais e matéria orgânica na bacia, bem como a quantidade de nitrogênio e fosfóro que alimentam as algas e fazem com que elas se reproduzam, disse Luiz Bolicenha, do IAP. A Sanepar já vinha fazendo análises em sete pontos da barragem.
De posse dos resultados saberemos os locais onde há maior concentração dos nutrientes para desenvolvermos ações que solucionem o problema, afirmou o coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Luiz Antonio Vieira. Temos que eliminar as fontes de alimentação das algas e identificar os pontos onde há maior concentração de lixo e dejetos, explicou o presidente da Sanepar, Carlos Teixeira. O Corpo de Bombeiros está auxiliando na retirava o lixo e caminhões da Sanepar sugam a gelativa esverdeada (formada pelas algas) ao leste da represa. Com este trabalho integrado conseguiremos minimizar o problema, disse o coronel Vieira.
A distribuição de panfletos educativos junto com a conta de água para as mais de 39 mil famílias que vivem na região da bacia do Iraí também fazem parte do programa. Elas tem que saber a forma correta de se eliminar os dejetos. Mais de mil residências da região não estão corretamente ligadas à rede coletora de esgoto, contou Teixeira. Apesar dos esforços, Teixeira disse que não existe um prazo para que o gosto e cheiro ruins da água sejam eliminados. Pode levar de seis meses a cinco anos
A Sanepar informou que investe mais de R$ 1 milhão por mês em estratégias de combate às algas. Carvão ativado é colocado constantemente nas Estações de Tratamento de Água (ETA). Há mais de um mês, 45 mil alevinos de carpas foram despejados na barragem. Só daqui a seis meses, quando os alevinos forem adultos é que teremos resultado significativo, admitiu Teixeira.


