Combate ao mosquito da dengue ganha reforço
O trabalho de prevenção e combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, ganhou um grande reforço a partir deste mês em Londrina. Um convênio da FNS com as secretarias de Saúde municipal e estadual aumentou o número de agentes de 32 para 120, cada um deles responsável pela fiscalização de 1,2 mil imóveis. O convênio tem duração de um ano.
Com a chegada do verão, o convênio foi assinado em boa hora. A FNS tem intensificado os trabalhos de prevenção, com agentes visitando todas as regiões da cidade, bairro a bairro, orientando a população e também identificando e eliminando focos do mosquito. Além disso, a incidência da doença em Londrina subiu em relação ao ano passado. Até julho, a FNS recebeu 267 notificações, ou seja, pessoas que apresentavam o sintoma da dengue. Delas, 15 apresentavam a doença. Durante todo o ano passado, o número foi bem diferente: 127 notificações e nenhum caso comprovado de dengue.
Elson Belisário, superintendente da FNS em Londrina, acredita que a partir da atuação dos novos agentes o trabalho de prevenção será mais rápido e mais eficiente do que o que vinha sendo realizado. Ele observa que, apesar de merecer atenção da FNS, os casos apresentados este ano são bem menores daqueles identificados em 1996, com 1.085 notificações e 405 casos confirmados. Tivemos que envolver a comunidade, com alunos de escola, e o trabalho deu resultado, aponta.
Além das residências, destaca Belisário, a FNS tem um trabalho mais específico em cerca de 500 pontos estratégicos na Cidade, que são locais onde a proliferação do mosquito pode ser facilitada. Entre eles estão borracharias, cemitérios, oficinas mecânicas, lojas de ferro-velho, entre outros. Nestes locais, os agentes fazem visitas a cada 15 dias, orientando e também utilizando inseticidas e larvicidas para evitar formação de focos.
Ontem, Belisário esteve numa borracharia da Avenida Juscelino Kubistcheck, quase esquina com a Santos Dumont, onde aproximadamente 150 pneus estavam empilhados ao ar livre, o que poderia facilitar o acúmulo de água. Mas no local não foi encontrado nenhum foco do mosquito. O dono da borracharia, Antonio Carlos Rodrigues, fez furos em todos os pneus para impedir que a água da chuva não acumulasse. A mesma técnica é utilizada no autódromo, nos muros de proteção feitos de pneus. A própria FNS também tinha passado pelo local e aplicado inseticidas, para espantar os mosquitos. Mas o ideal, mesmo, é que eles estivessem cobertos, diz Belisário.
Para evitar o surgimento de novos focos, destaca o superintendente da FNS, é importante o morador não deixar garrafas, plásticos, pneus ou outros materiais que possam facilitar o acúmulo de água. Ele informa ainda que jogar estes materiais em terrenos baldios ou áreas de fundos de vale não é só condenável, por facilitar a proliferação do mosquito, como pode também comprometer o trabalho realizado pela fundação.Mario CesarContra o AedesElson Belisário (à dir.) da Fundação de Saúde fiscaliza borrachariaLúcio Horta





