Londrina – A Copel aposta em um novo software para combater as ligações clandestinas de energia. O programa de computador aponta os locais considerados suspeitos e as equipes de técnicos agilizam a fiscalização. Dos 72 mil pontos listados pelo software no ano passado em todo o Paraná, as irregularidades foram confirmadas em 9.965 imóveis.
Mesmo em operação, o programa chamado de LDI (Lista de Direcionamento de Inspeção) está em desenvolvimento para aprimorar os resultados. De acordo com o gerente de Inspeção Norte da Copel, Marcos Dantas de Oliveira, 13% dos locais citados pelo software estavam irregulares no Paraná. A intenção é que este índice corresponda a até 25% do total listado. "Além dessa medida, criamos o Departamento de Perdas não Técnicas em Curitiba e colocamos representantes nas regionais. Técnicos e funcionários receberam treinamento e foram capacitados para combater as irregularidades", destacou.
O software LDI foi utilizado de forma experimental em Cascavel (Oeste). O sistema foi implantado em Londrina no segundo semestre de 2013. Das 20 mil inspeções feitas em locais suspeitos, 2 mil estavam irregulares. A empresa não revelou quais regiões da cidade apresentaram os maiores índices de adaptações clandestinas. Residências, indústrias e lojas comerciais estão nesta lista.
Segundo Oliveira, os métodos de ligações clandestinas foram modificados ao longo dos anos, mas a Copel acompanha as novas técnicas utilizadas por quem insiste em não pagar pela energia elétrica consumida na totalidade. Além dos "gatos comuns", que são adaptações feitas diretamente nos postes de energia, as adulterações nos medidores e os chamados desvios diretos de energia também são identificados pelo programa utilizado na Copel.
"Golpistas e quadrilhas oferecem a redução no valor da conta de luz sem exigir a troca de equipamentos, por exemplo. Sem economia, não há como diminuir a conta. Há empresas sérias nesse ramo, mas os técnicos fazem uma avaliação no imóvel e pedem para que o proprietário mude a fiação elétrica ou compre novos equipamentos que consomem menos energia", explicou o gerente.
Ao encontrar medidores de energia rompidos ou com sinais de manipulação, o aparelho é retirado e encaminhado aos laboratórios da Copel, onde são submetidos a uma série de avaliações. "Temos também o fratelo, equipamento portátil que é utilizado no local da inspeção para verificar a diferença entre o total consumido e a quantidade real", afirmou. As diferenças no histórico de consumo dos últimos meses também pode revelar a irregularidade. Vários medidores sob suspeita estavam encaixotados em um dos laboratórios da Copel em Londrina.
Já nas situações em que são constatados desvios de energia, os consumidores fazem adaptações ilegais logo depois que os técnicos da Companhia executam o serviço de ligação. Nesses casos, as irregularidades são constatadas no local e não é necessário realizar testes de laboratórios.

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