A Secretaria Municipal de Saúde intensificará os trabalhos de combate ao mosquito Aedes aegypti no Conjunto Lindoia, zona leste de Londrina. A região é uma das que apresentam maiores índices de infestação em imóveis. Somente este ano a cidade de Londrina já registrou 54 casos confirmados. No mesmo período de 2012 foram 14 casos.
Segundo o coordenador de Endemias da Secretaria de Saúde, Elson Belisário, o número de notificações de casos suspeitos no bairro tem aumentado muito. "A taxa de infestação domiciliar está acima de 10% no Lindoia. Na região existem muitas chácaras e este é um ambiente que proporciona locais para a proliferação do mosquito. Por isso vamos redobrar a atenção", explicou Belisário.
O último Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (Liraa) amostral, divulgado no início do mês, apontou que o índice geral em Londrina é de 8%. Isso significa que de cada 100 imóveis visitados, oito apresentavam focos do mosquito transmissor da dengue. O recomendado pelo Ministério da Saúde é de 1%. Neste mesmo período no ano passado, o Liraa no município era de 3%. Um novo levantamento será divulgado na segunda quinzena de março.
A direção da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) havia agendado um mutirão de limpeza no bairro para o sábado, mas em virtude das chuvas dos últimos dias o trabalho foi adiado. "Mesmo sem a CMTU nossos agentes vão visitar os imóveis para identificar os focos do mosquito, fazer o combate e conscientizar os moradores sobre a importância de uma vistoria diária nas casas e quintais", ressaltou Belisário.
Outros bairros, como Avelino Vieira (zona oeste) e Cafezal (zona sul), também preocupam as autoridades.


Escolas
O Comitê Municipal de Controle e Combate à Dengue realizou ontem a segunda reunião do ano para fazer um balanço dos trabalhos traçar estratégias. Estiveram presentes representantes da Secretaria Municipal de Saúde, Conselhos Municipais, 17ª Regional de Saúde, CMTU e Guarda Municipal. O promotor de Saúde Pública Paulo Tavares também participou do encontro.
Na reunião, foi apresentado um balaço do trabalho realizado nos colégios estaduais e particulares. Os agentes de Endemias percorreram 69 das 74 escolas estaduais. Em 19 delas foram localizados focos do mosquito, o que representa 27,5% dos locais visitados.
Os agentes vistoriaram ainda outras 23 instituições de ensino particulares conveniadas com o poder público. Foram encontrados focos em duas escolas. Um percentual de 8,7%. Já nas unidades de ensino particular – colégios e escolas infantis -, foram localizados focos em sete locais dos 92 vistoriados. Uma infestação em 6,5% dos pontos visitados.

"As escolas normalmente ficam fechadas 40, 60 dias e por isso é normal aparecerem focos. O trabalho antes do início das aulas foi fundamental para minimizarmos o risco da doença nos alunos", frisou Belisário. A Secretaria de Saúde iniciou ontem o mesmo trabalho nas escolas municipais. As vistorias serão finalizadas hoje. As aulas na rede municipal de ensino começam na segunda-feira.
O promotor mostrou preocupação em relação ao número de agentes de Endemias. De acordo com a Secretaria de Saúde são 236 profissionais. O número recomendado pelo Ministério da Saúde é de pelo menos 260.
Uma das dificuldades enfrentadas pelo município para manter o quadro completo é a rotatividade do pessoal, já que muitos deixam o serviço após passarem em outros concursos públicos. "O ideal é que a prefeitura tenha um certo número de agentes de reserva para serem chamados nestas situações nem que seja necessário a realização de um novo concurso", apontou o promotor.
A Secretaria de Saúde informou que mais dez agentes foram convocados e já estão passando pelos exames médicos para iniciarem os trabalhos. Duas agentes estão afastadas por licença-maternidade. Uma servidora pediu exoneração neste mês após ter passado em concurso público. A Secretaria comunicou ainda que outros 11 agentes estão afastados por processos administrativos que estão em andamento é que não é possível substituí-los enquanto os casos não forem encerrados.

mockup