Apucarana (Norte) está declarando guerra aos criadouros da dengue. Ontem, 50 funcionários do setor de Endemias da secretaria municipal de Sa© úde e 60 soldados do Batalhão de Infantaria Motorizada (30º BIMtz) participaram de uma ação nos dois cemitérios da cidade. O objetivo do trabalho foi eliminar todo recipiente que pudesse acumular água, principalmente vasos de flores, fixos nos túmulos ou não.
De acordo com a secretária de Saúde, Cláudia Romagnoli, os vasos e recipientes (que podem servir de criadouro para o Aedes aegypti, transmissor da dengue) são retirados e armazenados pela secretaria. ''Tudo que foi recolhido está à disposição da população e pode ser resgatado no pátio de máquinas da prefeitura, até o dia 29 de fevereiro'', afirmou.
A secretária explicou que a população foi avisada com antecedência a respeito da retirada dos vasos dos cemitérios. ''Cerca de 60% das famílias colaboraram e retiraram antecipadamente''. Segundo Cláudia, a proposta de desenvolver a ação surgiu em uma reunião do Comitê Intergestor de Combate à Dengue formado por um grupo de pessoas que representam a sociedade civil e militar organizada.
Os cemitérios Cristo Rei e da Saudade possuem cerca de dez mil túmulos e recebem atenção especial das equipes de Endemias porque são considerados pontos estratégicos. ''A cada quatro ou cinco dias uma equipe faz a vistoria nos cemitérios e retira vasos de flores naturais e artificiais que acumulam água'', destacou.
As ações contra a dengue continuam com a divulgação de casa em casa e limpeza dos bairros. Apesar do Levantamento de Índice do Aedes (Lira) ter registrado 0,7% de infestação do mosquito na cidade no início de dezembro, a secretária demonstrou preocupação com uma possível epidemia. ''Moramos próximo a cidades como Londrina e Maringá que tiveram epidemias há pouco tempo. Todo o Norte do Paraná tem que ter esta preocupação.'' Em 2011 Apucarana registrou 246 notificações e confirmou 15 casos de dengue, sendo 13 importados e dois autóctones.

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