Combate à dengue: falta colaboração
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terça-feira, 12 de novembro de 2013
Walkiria Vieira<br>Equipe NossoDia 
Rolândia - De acordo com o 4º Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypt do ano, realizado em outubro pela Secretaria de Saúde de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), o índice chega a 1,7%, ou seja, acima do 1% considerado tolerável pela Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a diretora de Vigilância de Saúde, Anadélia Liashi, são 601 casos notificados e 78 confirmações até o momento. "Estamos em um quadro endêmico, mas se houver uma epidemia, estamos preparados", garantiu.
Segundo Anadélia, o Centro e a Vila Oliveira são os pontos mais críticos. "Fizemos conscientização para alertar a população sobre um possível aumento de casos de dengue, principalmente sobre o acúmulo de água em vasos de plantas. Fizemos também mutirões de limpeza e no Dia de Finados (2 de novembro) distribuímos saquinhos de areia para a população." Além disso, 35 agentes fazem vistoria nos imóveis. Mesmo assim, ela admitiu que a situação poderia ser melhor: "Falta colaboração por parte da população".
A dona de casa Ana Paula Aparecida de Souza, de 23 anos, mora na Vila Operária e acaba de se tornar mãe. "Eu me preocupo. Tenho dois sobrinhos pequenos e em casa não temos plantas, nem flores, mas já tive suspeita de dengue, precisei fazer todos os exames, mas graças a Deus não era", disse. Ana Paula afirmou que ela e os vizinhos limpam os quintais, mas "outras pessoas são relaxadas". "Nem tem como chamar a atenção e cobrar porque é perigoso dar confusão", reclamou.
Para a dona de casa Marlene Aparecida Niza Tomé, de 42, falta consciência das pessoas. "Os agentes estão passando sempre e quando tem algum caso no bairro ou na rua, eles alertam. Recentemente, um morador foi multado e acabou até se mudando. Todos os moradores ficavam muito chateados, várias pessoas tiveram dengue porque uma casa estava abandonada e o inocente pagava pelo pecador", refletiu.


