Combate à dengue é intensificado na Zona Oeste
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
O índice de 1,5% de infestação do mosquito Aedes aegypt nos Jardins do Sol e Leonor (Zona Oeste de Londrina) preocupa a Secretaria de Saúde, que reforçou o combate à doença nestes bairros. Quarenta agentes de saúde estão percorrendo os imóveis e os terrenos baldios em busca de focos e orientando os moradores a não manter água parada em vasos de flores e recipientes jogados no quintal. O tolerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de menos 1%. Em toda a cidade, o índice é de 0,7%.
Nos dois bairros, os principais focos da doença foram encontrados em vasos de flores e recipientes inservíveis, jogados em fundos de quintal ou em terrenos baldios. Apesar da insistência e do trabalho dos agentes, muitos moradores ainda não estão conscientes da necessidade de combater os focos. Em Londrina, só no ano passado, foram registrados 148 casos da doença, todos eles autóctones. Este ano, nenhum caso foi registrado até agora.
Segundo o coordenador de Endemias da Secretaria de Saúde, Luiz Alfredo, que acompanha o trabalho das equipes nos bairros, a preocupação é grande. ''Muitos moradores ainda deixam os vasos de plantas com água e recipientes no quintal que facilmente podem se transformar em criadouros. Nosso trabalho é intensivo e a população precisa colaborar mais''.
Só no Jardim Leonor, 97 quadras estão sendo percorridas pelos agentes de saúde. Eles vasculham casas e quintais, aplicam larvicida e recolhem em sacos plásticos os recipientes que podem acumular água. O trabalho de combate também é feito por agentes nas ruas, que aplicam o inseticida com o fumacê costal, que também mata o mosquito. ''Temos que intensificar o trabalho nesses locais para que a doença não se espalhe''.
Na casa da estudante Jaqueline Ribeiro, que mora com a mãe e um irmão, foram encontrados alguns recipientes com água acumulada por causa da chuva, mas nenhum com foco do mosquito. Ela foi orientada a derramar a água dos recipientes e mantê-los virados para baixo. ''Sempre procuro tomar cuidado. Sei dos perigos da doença''.
Em Londrina, apesar da média geral de 0,7% de infestação ser considerada satisfatória, em vários bairros o índice de infestação chega a 1%. São eles a Vila Recreio, Centro Social Urbano e os jardins Bancários, Sumaré, Califórnia e San Fernando.


