Londrina – A Prefeitura de Londrina promete mais rigor no combate à dengue. Prestes a confirmar uma nova epidemia da doença, o município resolveu atualizar o valor da multa aplicada nos casos reincidentes em que os agentes de Endemias constatam focos do mosquito Aedes aegypti. A cobrança saltou de R$ 300 para R$ 630. Conforme o prefeito Alexandre Kireeff, os responsáveis pelos imóveis serão notificados pela primeira vez e multados após a segunda visita dos agentes. "Estamos passando por um período crítico e a população precisa colaborar", destacou Kireeff. O balanço da quantidade de multas aplicadas até o momento ou em anos anteriores não foi divulgado.
Do início de janeiro até ontem, 838 casos da doença foram confirmados em Londrina, 97 a mais em relação a última semana. A prefeitura decretou estado de emergência no início da semana. Outras medidas também foram adotadas numa tentativa de conter o aumento desenfreado do número de casos. O município aposta em um mutirão que será realizado a partir de hoje em todos os bairros da cidade. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Mohamad El Kadri, servidores da prefeitura foram remanejados para auxiliar os trabalhos. "Plantonistas que estavam fora da rede de urgência e emergência foram convocados para atuar", ressaltou.
O prefeito e o secretário descartaram a contratação emergencial de agentes de Endemias. Dos 248 profissionais que atuam no município, 190 estão nas ruas para combater os focos do mosquito. Conforme a Secretaria de Saúde seriam necessários, pelo menos, 300 profissionais no total.
A expectativa é que, aproximadamente, mil pessoas participem do mutirão que envolve a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), a Guarda Municipal e o Tiro de Guerra. Voluntários também atuarão, com a ajuda técnica dos agentes.
A força-tarefa será executada até a próxima quarta-feira, dia 28. As atividades serão interrompidas durante a tarde de sábado e o domingo. Nos outros dias, serão feitas visitas nas casas para eliminar os focos e, em seguida, será aplicado o fumacê. Móveis e materiais em desuso que estão nos quintais poderão ser descartados. As equipes utilizarão caminhões para recolher os entulhos e os itens que não puderem ser reciclados serão levados até a Central de Tratamento de Resíduos.
Os profissionais da Saúde que fazem a visita das casas também estão autorizados a entrar nos imóveis mesmo sem a presença dos moradores. Guardas municipais e a Polícia Militar devem auxiliar os trabalhos. A entrada da equipe dependerá de uma avaliação da secretaria de Saúde. "Isso vai ser feito em último caso, só em casos bem extremos onde os agentes chegam e observam que pode ter infestação no local. Eles vão retornar na segunda vez e na terceira vez para aí então entrar na residência", minimizou o secretário.

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