Combate a carrapatos terá ajuda de americano
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sexta-feira, 11 de novembro de 2005
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
O trabalho de controle dos carrapatos que infestam o Parque Arthur Thomas terá a ajuda do especialista em doenças transmitidas pelos parasitas, John Dumler, professor da John Hopkins University de Baltmore, Estados Unidos.
Dumler esteve ontem a tarde visitando o parque a convite dos professores da pós-graduação em Ciência Animal, do curso de Medicina Veterinária da UEL. Com o objetivo de verificar as condições do parque, a visita foi realizada com um grupo de alunos que receberam algumas orientações, como a importância da prevenção ao frequentar locais infestados.
As 22 capivaras do parque serão capturadas para serem examinadas. Fezes, sangue dos animais e também os próprios carrapatos serão analisados.
Para o especialista americano, infestações de carrapatos em animais, como é o caso do parque, não são novidade. Segundo ele, nos Estados Unidos, principalmente na região em que vive, Baltmore, doenças transmitidas por carrapatos são ''comuns''. Ele afirma que as doenças já são facilmente confirmadas e identificadas por lá.
O professor disse também que a maioria dos americanos sabe dos riscos dessas doenças, a prevenção é muito divulgada e praticada. ''No ano passado, cerca de mil casos de febre maculosa foram confirmados nos Estados Unidos. Casos de morte foram mais ou menos uns 50'', lembra Dumler.
A febre maculosa é causada pelo carrapato estrela, principal hospedeiro da bactéria Rickettsia rickettsii, causadora da doença. Para transmitir a febre o carrapato precisa ficar em contato com o ser humano por quatro horas, no mínimo.
Segundo o professor Odilon Vidotto, do departamento de Medicina Veterinária Preventiva, que acompanhou a visita do especialista americano ao parque, recomendações importantes, como manter os animais livres de carrapatos e a vegetação rasteira, podem ser boas alternativas de prevenção.
''Dumler estava falando para nós sobre a importância de caminhar com roupas claras quando se visita locais onde há a presença de carrapatos. Assim, o parasita pode ser facilmente visualizado e retirado'', disse Vidotto.
O professor da UEL disse que a visita de Dumler à Londrina teve como principal objetivo a realização de uma palestra sobre doenças transmitidas pelos carrapatos, mas a chegada do norte-americano coincidiu com a infestação no parque, por isso ele achou importante levá-lo até o local.
Para Vidotto, apesar de casos da febre maculosa já terem sido confirmados em outros estados, como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, é importante ressaltar que aqui no Paraná ainda não houve nenhum registro da doença.
Segundo ele, existem outros tipos de doenças transmitidas pelo carrapato, como a eliquose, identificada nos Estados Unidos e que é tão grave quanto a febre maculsa, só que possui sintomas clínicos menos perceptíveis.
''Dores de cabeça e febre são alguns dos sintomas da febre maculosa. O combate ao hospedeiro é difícil e complicado, por isso é importante evitar o acesso a locais onde há a presença do carrapato'', disse Vidotto.


