Comandos têm dados diferentes sobre homicídios em Curitiba
Israel Reinstein
De Curitiba
Apesar do Comando de Policiamento da Capital (CPC) registrar aumento de 29,03% dos homicídios em Curitiba, a Secretaria de Estado da Segurança Pública apresentou ontem números que contrariam o levantamento da Polícia Militar. Segundo informações da assessoria de imprensa do secretário da Segurança, Cândido Martins de Oliveira, os assassinatos na cidade caíram 7% nos primeiros meses do ano, quando comparados com o mesmo período de 1998.
Os desencontros de informações entre o comando da PM e a secretaria da Segurança começam pela quantidade de crimes. Os dados repassados pela assessoria da secretaria indicam que um número maior sendo 164 neste ano e 175 no ano passado. Já a Polícia Militar aponta que ocorreram 93 assassinatos no ano passado, contra 120 deste ano.
As informações levantadas pela secretaria tomam como base os
dados da assessoria da secretaria, que são baseados em pesquisa feita pelo Instituto Médico Legal (IML), no período de janeiro a junho, data diferente da pesquisada pela PM. De acordo com os dados fornecidos pelo Setor de Estatística do CPC, foram registrados entre janeiro e agosto deste ano 120 homicídios na cidade.
Já em relação aos crimes ocorridos nos 34 municípios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), com exceção da capital, o IML aponta redução. Nos seis primeiros meses do ano passado, foram mortas 142 pessoas, já neste ano computaram-se 149 assassinatos.
Talvez pelo conflito das informações, o secretário determinou que as instituições (polícias Militar e Civil) repassem diretamente para ele os levantamentos da criminalidade. Os dados vão fazer parte de um mapa que vai descrever o número de delitos por região, além de estabelecer quais deles são mais cometidos por bairros. Com isso, seriam estabelecidas ações específicas nas áreas onde se registrar aumento da criminalidade. Esse mapa deve estar pronto até a próxima semana.
Quanto ao crescimento de homicídios nas cidades de Pinhão, Guaíra, Piraquara e Reserva, ontem a primeiro leva de policiais dos grupos Águia, da Polícia Militar, e do Comando de Operações Especiais Policiais (Cope), da Polícia Civil, dirigiram-se a esses municípios. A intenção é começar apenas hoje as blitze, batidas em bares e investigações sobre tráfico de drogas. Essas cidades são as mais violentas do Estado.





