O comando de greve da Universidade Estadual de Maringá (UEM), decidiu ontem abrir as portas do bloco onde funciona a Comissão Central do Vestibular Unificado (CVU), obedecendo ordem judicial. Mas depois de abrir as portas do prédio, lacradas desde o dia 26 de junho, os grevistas fecharam mais uma vez o acesso de veículos ao câmpus. Na semana passada o câmpus ficou fechado por dois dias. A abertura do prédio da CVU vai permitir a realização do vestibular a partir do próximo dia 16 de julho. Apenas dois candidatos deficientes visuais não tiveram as inscrições aprovadas e ficam fora do processo.
Os grevistas participaram da posse dos membros do Conselho Universitário, no início da tarde, onde foi lido um manifesto e entregue uma lista de reivindicações para a reitora Neusa Altoé. A lista pede a liberação do vale-transporte para todos os servidores que utilizam o benefício, o ingresso da reitoria na Justiça pelo pagamento dos salários e uma reunião com os órgãos de saúde, diante da possibilidade de paralisação total do HU. A reitora não respondeu no local, mas, de tarde, se reuniu com representantes do HU e da área de saúde da UEM.
Segundo Magda Felix, do comando de greve, a reunião com a secretaria e a Regional de Saúde foi pedida na terça-feira. ‘‘Vamos parar também o pronto-atendimento do HU’’, disse. A data ainda não está marcada, mas a proposta do comando é de alertar as autoriades do setor antes de qualquer posição. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Educação de Maringá (Sintemar), João Panphili, criticou a reitoria pela ordem judicial de abertura do CVU. ‘‘A reitora Neusa se posiciona do nosso lado em favor das reivindicações, mas age de outra forma indo contra uma posição dos grevistas’’, lamentou.

mockup