O comando da Polícia Militar criou normas para racionalizar o uso das viaturas e evitar que elas voltem a parar por falta de combustível. Série de reportagens da Folha pelo interior do Estado vem mostrando dificuldades enfrentadas pela corporação para manter os próprios veículos em atividade.
A ordem agora é que os carros usados na rua não devem ficar rodando de forma aleatória. De acordo com o chefe do Comando do Policiamento do Interior (CPI), coronel Flávio de Modesti, os policiais devem posicionar os veículos ‘‘para fazer presença’’ em locais estratégicos dos municípios.
Em caso de uma diligência de rotina nas proximidades em que a viatura estiver parada, a ronda deverá ser feita a pé pelos policiais. O procedimento será mantido por tempo indeterminado nos municípios do interior. ‘‘Em centros menores esta tática funciona maravilhosamente bem’’, assegurou.
Modesti também garantiu que o fornecimento de combustível nos municípios de Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Toledo e Rolândia já foi normalizado, mas ‘‘enquanto persistir a situação de aperto de cinto’’, a racionalização do uso das viaturas vai continuar.
No dia 21 deste mês, o governo do Estado liberou cerca de R$ 1,5 milhão para pagamento de combustível das frotas das polícias Militar e Civil. Deste total, cerca de R$ 880 mil foram liberados para atender os 3,6 mil veículos da PM. Para o coronel Flávio de Modesti, os recursos dão fôlego para a polícia continuar fazendo o patrulhamento. ‘‘É um paliativo que vai dando para atender as ocorrências’’, disse.
Apesar dos problemas, o coronel garantiu que a população não vai ficar sem atendimento nas ruas. ‘‘A ordem do comando geral é atender todas as ocorrências com as viaturas, a cavalaria e a pé.’’ Com a liberação de recursos do orçamento do Estado de 2001, Modesti afirmou que a situação deve voltar ao normal.
‘‘Com os recursos que o governo do Estado já passou, dá para começar o ano, mas a gente acha que 2001 vai dar uma melhorada com o novo orçamento do Estado’’, disse o chefe do CPI.

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