Curitiba - O comando de greve das universidades estaduais espera contar com o apoio da vice-governadora Emília Belinati (PFL) nas próximas conversas com o governo do Estado para pôr fim à paralisação de professores e servidores, que já dura mais de quatro meses. Estão com as atividades paradas servidores das universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e Cascavel (Unioeste).
Em reunião realizada na manhã de ontem, no Palácio Iguaçu, em Curitiba, Emília se comprometeu a atuar como mediadora. Mas a vice-governadora deixou claro para os representantes do comando que qualquer negociação terá que ser feita diretamente com o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig.
Apesar de não ter tido nenhum resultado prático em relação a novas propostas para os grevistas, para a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Superior de Maringá, Ana Estela Codato, o encontro com a vice-governadora foi positiva.
À tarde, os representantes do comando de greve se reuniram com o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), na tentativa de buscar apoio. Os grevistas saíram do encontro, que durou cerca de meia hora, com a informação de que o governo não precisa esperar o retorno dos trabalhos na Assembléia, no dia 18 de fevereiro, para protocolar o projeto de lei propondo alterações no Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) das instituições. ‘‘Isso pode ser feito assim que houver acordo entre as partes’’, completou Ana Estela.
O comando, no entanto, insiste que o governo defina um montante de recursos que seriam destinados aos reajustes do PCCS. ‘‘Não estamos fechados. Já abrimos mão dos 50%, que representariam um aumento de R$ 147 milhões no orçamento, e propusemos R$ 90 milhões, mas aceitamos uma contraproposta’’, declarou.
Professores e servidores das universidades estaduais pediam reajuste de 50,03%. A proposta do governo foi de flexibilizar o orçamento para readequar o PCCS, beneficiando mais quem ganha menos.

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