O comando de greve em Londrina lacrou, na madrugada de ontem, o prédio da Reitoria e de outros órgãos da UEL para impedir a entrada dos funcionários. Nos cartazes afixados nas portas o aviso: ''Entrada autorizada apenas aos servidores das comissões de investigação. Favor cadastrar-se no acampamento de mobilização''. Às 9h30, as entradas foram liberadas para as comissões de investigação, funcionários da coordenadoria de administração e finanças e da Copese, que organiza o vestibular.
O objetivo, segundo o presidente da Assuel, Itamar Nascimento, era conseguir a relação dos funcionários que realmente atuam nas comissões de investigação e pressionar o restante a aderir a greve. ''Já havíamos pedido esta lista e não fomos atendidos. Com as portas lacradas houve uma pressão maior'', disse.
O reitor da UEL, Pedro Gordan, não aprovou a manifestação. ''Acho que foi um movimento simbólico, mas eles feriram princípios inegociáveis, como o direito de ir e vir. Não sou a favor da greve, o que defendo é a reposição salarial'', disse. Ontem, o reitor se reuniu com diretores e coordenadores de centro para discutir sobre como a universidade vai ''administrar a greve''.
Em assembléia conjunta, ontem, com docentes e funcionários, ficou definida a programação desta semana de greve, com visita à Câmara de Vereadores, hoje às 16 horas, e doação de sangue no Calçadão, amanhã. (C.P.)

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